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Quinta geração? Por enquanto não. Obrigado.


Em meados de 93 eu estava formado quando fui trabalhar no meu primeiro emprego descente. Recém-casado, os primeiros salários foram para montar a casa e, tão logo foi possível, montei meu primeiro e modesto 386. Foi o que coube no orçamento. Mas o que isso tem a ver com caças de quinta geração? Calma. Eu já explico...

Meu sonho de consumo na época eram os Laptops trazidos de fora que custavam o preço de um carro. Lembro que colegas solteiros compraram na época lindos laptops. Com o tempo fui turbinando o meu bichinho. Coloquei mais memória, troquei o HD e troquei o monitor. Quando a plataforma ficou limitada troquei a placa mãe, a fonte e com passar do tempo eu tinha um Pentium.

Aqueles colegas que gastaram fortunas com seus laptops em pouco tempo ficaram defasados com a tecnologia vigente e tiveram que gastar outra fortuna com memórias que era o máximo de up grade que podiam contar. Anos depois seus Laps estavam encostados e eu continuava trabalhando no meu desktop. Nessa época aprendi que projetos presos a uma carcaça teriam atualizações muito limitadas... 

A maior parte dos projetos de 5ª geração que estamos vendo voando ou tentando voar tem sua furtividade baseada principalmente na forma e desenho. Como os velhos laptops, modificações no projeto ficam limitadas ao que cabe na fuselagem. 

A comparação com laptops e desktops é esdruxula mas é basicamente o argumento que a Boeing esta usando para continuar vendendo seus Eagles, Super Hornets e Growlers alegando que eles podem ser atualizados mais facilmente.

Pelos menos dois artigos da Aviation Week relacionados a Boeing estão batendo nessa tecla. Alegando que furtividade seria necessária apenas para "arrebentar a porta" do inimigo nos primeiros momentos de um conflito e que depois da "porta aberta", o importante seria autonomia e poder de fogo. 

O último texto diz que a Boeing acredita que possui aeronaves que podem igualar ou superar o F-35 e o F-22 tecnologicamente, descontando a furtividade. Alegam que os avançados sensores e sistemas de armas que estão disponíveis no F/A-18 e F-15 hoje, só estarão disponibilizados no Bloco 4 do F-35 em meados da década de 2020.

Argumentam também que o quesito "furtividade" estaria comprometido com as novas tecnologias de radares que estão surgindo. Um argumento que muitos colegas riram pelo Facebook anos atrás quando sites como A Voz da Russia publicavam matérias alegando isso. Agora é Boeing que está falando.

Uma prova de que furtividade baseada em forma não estaria com essa bola toda é o fato da Boeing ter abandonado a ideia original de baias internas para armamentos no seu  Silent Eagle, mas todo o recheio tecnológico continuaria na proposta. O projeto esta sendo implantando para Arábia Saudita, foi proposto para o Qatar e esta sendo considerado por israelenses. E aí? O que você acha?

Os links das matérias estão nos negritos. É só clicar.

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