Aerofatos Um blog diferente Quanto mais eu pesquiso... mais certeza tenho... de que não sei nada!

26 de mai de 2017

Quinta geração? Por enquanto não. Obrigado.


Em meados de 93 eu estava formado quando fui trabalhar no meu primeiro emprego descente. Recém-casado, os primeiros salários foram para montar a casa e, tão logo foi possível, montei meu primeiro e modesto 386. Foi o que coube no orçamento. Mas o que isso tem a ver com caças de quinta geração? Calma. Eu já explico...

Meu sonho de consumo na época eram os Laptops trazidos de fora que custavam o preço de um carro. Lembro que colegas solteiros compraram na época lindos laptops. Com o tempo fui turbinando o meu bichinho. Coloquei mais memória, troquei o HD e troquei o monitor. Quando a plataforma ficou limitada troquei a placa mãe, a fonte e com passar do tempo eu tinha um Pentium.

Aqueles colegas que gastaram fortunas com seus laptops em pouco tempo ficaram defasados com a tecnologia vigente e tiveram que gastar outra fortuna com memórias que era o máximo de up grade que podiam contar. Anos depois seus Laps estavam encostados e eu continuava trabalhando no meu desktop. Nessa época aprendi que projetos presos a uma carcaça teriam atualizações muito limitadas... 

A maior parte dos projetos de 5ª geração que estamos vendo voando ou tentando voar tem sua furtividade baseada principalmente na forma e desenho. Como os velhos laptops, modificações no projeto ficam limitadas ao que cabe na fuselagem. 

A comparação com laptops e desktops é esdruxula mas é basicamente o argumento que a Boeing esta usando para continuar vendendo seus Eagles, Super Hornets e Growlers alegando que eles podem ser atualizados mais facilmente.

Pelos menos dois artigos da Aviation Week relacionados a Boeing estão batendo nessa tecla. Alegando que furtividade seria necessária apenas para "arrebentar a porta" do inimigo nos primeiros momentos de um conflito e que depois da "porta aberta", o importante seria autonomia e poder de fogo. 

O último texto diz que a Boeing acredita que possui aeronaves que podem igualar ou superar o F-35 e o F-22 tecnologicamente, descontando a furtividade. Alegam que os avançados sensores e sistemas de armas que estão disponíveis no F/A-18 e F-15 hoje, só estarão disponibilizados no Bloco 4 do F-35 em meados da década de 2020.

Argumentam também que o quesito "furtividade" estaria comprometido com as novas tecnologias de radares que estão surgindo. Um argumento que muitos colegas riram pelo Facebook anos atrás quando sites como A Voz da Russia publicavam matérias alegando isso. Agora é Boeing que está falando.

Uma prova de que furtividade baseada em forma não estaria com essa bola toda é o fato da Boeing ter abandonado a ideia original de baias internas para armamentos no seu  Silent Eagle, mas todo o recheio tecnológico continuaria na proposta. O projeto esta sendo implantando para Arábia Saudita, foi proposto para o Qatar e esta sendo considerado por israelenses. E aí? O que você acha?

Os links das matérias estão nos negritos. É só clicar.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...