It's Alive!


De acordo com o site QUWA, o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF) criou uma nova empresa estatal de defesa: a Saudi Arabian Military Industries. A SAMI será uma empresa totalmente estatal com o objetivo de estar entre os 25 maiores fornecedores de defesa do mundo.

Em um plano ambicioso, o governo de Riyadh espera fornecer 50% dos seus suprimentos de defesa no país, criando diretamente até 2030 mais de 40 mil empregos e  diversificando sua economia dependente de petróleo. 

Riyadh espera que a SAMI estimule a criação de inúmeras pequenas e médias empresas e estima que isso gere indiretamente cerca de 30.000 oportunidades de emprego. Ao todo estima-se que o setor de defesa contribua com mais de 3,7 bilhões de dólares para o PIB do país.

A SAMI fabricará drones, prestará serviços de MRO para aeronaves de asa fixa, produzirá munições, fabricará veículos e terá uma divisão responsável por radares, sensores, sistemas de comunicações e sistemas de guerra eletrônica.

Os esforços do país para construir uma indústria de defesa nacional começaram com a Companhia de Aeronaves Alsalam em 1988 para prestar serviços de MRO aos F-15S e Eurofighters sauditas. O dinheiro saudita permitiu a Antonov desenvolver o An-132D e acordos com chineses garantirão a fabricação de drones de ataque.

Se desses esforços sairá muita coisa, não sabemos, mas coincidentemente, o Presidente Trump viajou para lá ontem para assinar o "maior acordo de venda de armas da história", algo em torno de R$ 350 bilhões agora e mais R$ 1,3 trilhão nos próximos dez anos.

Estariam os americanos preocupados em não deixar essa ideia de autossuficiência ir para frente? Afinal, depois que inventaram o Ifood, quem precisa aprender a cozinhar? Sei lá... Só sei que vendo as recentes movimentações sauditas no xadrez do mundo árabe fica a pergunta: 

- Esta nascendo uma grande indústria ou um grande mostro?