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F-4: Teríamos sido mais felizes com ele?


Em 27 de Maio de 1958, há exatos cinquenta e nove anos, a aeronave S/N 142259, um McDonnell Douglas F-4 Phantom II, fazia o seu primeiro voo. Operado por mais de uma dúzia de países e tendo mais de 5.195 unidades construídas, a lenda continua voando ainda pelas bandeiras do Irã, Japão, Coreia do Sul e Turquia.

Desenvolvido a princípio para defesa aérea na marinha americana, demonstrou-se tão flexível que logo foi adotado pela Força Aérea e utilizado em diversos tipos de missão. Talvez tenha sido o primeiro caça Multifunção antes mesmo deste termo ficar na moda.

Mas não vou ficar aqui falando da aeronave pois já existem muitos textos a respeito dele pela Web e esse Blog é para fomentar a discussão principalmente com os novatos que estão chegando agora.

Todo entusiasta sabe que o Brasil adquiriu na década de setenta algumas unidades do Mirage III, mas pouco se comenta que na realidade a FAB gostaria de ter adquirido o Phantom. Essa era a nossa primeira opção que, segundo o historiador Rudnei Cunha, não foi adquirida porque a venda do F-4 foi proibida aos países latinos pelo governo americano. 

Alega-se que a proibição era para manter o equilíbrio geopolítico na região. No entanto, para a Venezuela eles permitiram a venda de F-16. Se isso é verdade ou não, só sei que no final fomos de Mirage e até hoje me questiono se foi realmente a melhor opção, pois dos 32 adquiridos em dois lotes, restaram menos da metade que até outro dia, apodrecia ao relento em Anápolis.

Segundo fontes obscuras que perambulam pelas redes sociais, nossos Mirage III foram aposentados ainda com muitas horas de voo disponíveis. Alguns dizem que houve má vontade tanto da FAB como da Dassault.

Outros dizem que o tempo de modernizá-las passou tornando tal procedimento economicamente inviável. Há quem diga que o problema eram os franceses que queriam vender Mirage 2000, outros dizem que forçaram uma aposentadoria precoce porque a compra de Kfir tampão garantiria uma outra aposentadoria de alguém...

Há quem critique a aeronave considerada "desdentada", radar inoperante e de custo de manutenção elevado. Por outro lado, há quem critique a FAB que deveria ter investido em mais F-5 ao invés de um segundo lote do caça francês.

Enfim, é tanta história sem nenhuma fonte escrita ou que assuma publicamente o que esta falando que não temos como acreditar em ninguém!

Eu só sei que no final das contas, o Mirage virou miragem e do Phantom só restou o fantasma do passado que me atormenta toda vez que o assunto vem a tona. Teríamos sido mais felizes com ele? Nunca saberemos! O mais triste é que não nos deram o direito de saber...
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