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Contabilidade criativa não é exclusividade do PT


Segundo o Washington Post, o Pentágono gerou uma "receita invisível" de quase 6 bilhões de dólares nos últimos sete anos maquiando os preços de combustível das Forças Armadas e utilizando o dinheiro em programas militares mal gerenciados e com fins obscuros. 

Encoberto por uma burocracia que data desde a Segunda Guerra Mundial, o Departamento de Defesa compra todo o seu combustível e o revende a um preço fixo para as Força Armadas, que pagam a ele com fundos do seus próprios orçamentos.  

Esse dinheiro "extra" foi obtido cobrando um valor acima do que é praticado no mercado. O Pentágono nega e se defende alegando que o superávit obtido foi o resultado da queda dos preços do petróleo. O que se sabe é que a cada ano o Departamento compra 100 milhões de barris, ou 4,2 bilhões de galões, de petróleo refinado para seus equipamentos. O superfaturamento às vezes chegava a 1 dólar a mais por galão.

A prática de explorar essa "receita" tem aumentado nos últimos anos e já provoca reações no congresso que começam a questionar a contabilidade criativa do departamento. O Pentágono até agora não explicou ao legisladores por que "enterrou" uma auditoria interna que revelou um desperdício de 125 bilhões de dólares  com má administração o que inclui altos salários altos pagos a empreiteiros do setor de defesa.

A insatisfação também atinge as corporações. Membros da Marinha reclamam que esses preços de combustível artificialmente elevados comprometeram os recursos da força, prejudicaram o treinamento e as operações de manutenção. 

Lembrando que o ano passado registramos uma série de acidentes com o Hornet que foram atribuídos a falta de treinamento e uso de equipamentos no limite. 

Desde 2015, o Departamento de Defesa ao invés de gerar superávits em suas contas de combustível, preferiu utilizar US $ 80 milhões para treinar rebeldes sírios, US $ 450 milhões para reforçar um questionável programa de medicamentos e US $ 1,4 bilhão para cobrir despesas imprevistas da guerra no Afeganistão, de acordo com registros contábeis.

Os críticos dessa prática chamam essa receita de "Fundo do Bispo". Talvez porque ao contribuinte americano  só resta ir reclamar com "Vossa Eminência"...

Com informações do Washington Post
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