Aerofatos Um blog diferente Quanto mais eu pesquiso... mais certeza tenho... de que não sei nada!

25 de mai de 2017

Americanos com sotaque estrangeiro


Para alguns entusiastas novatos que estão inciando seus estudos nesse mundo da defesa, a real origem de alguns produtos que estão voando por ai pode parecer confusa. Quem aqui não deu risada quando o personagem russo do filme 2012 se gabou de um Antonov ucraniano como sendo russo?

Pois é, a confusão muitas vezes se deve a parcerias estabelecidas entre países que acaba mascarando o verdadeiro fabricante. Há tempos atras o Presidente das Filipinas, Rodrigo "Sem noção" Duterte chegou a reclamar para os americanos que o KAI T-50, avião coreano feito com ajuda da Lockheed, era desarmado e não prestava. 

Esta certo que o Duterte não é um bom parâmetro, mas a confusão realmente existe, ainda mais quando o produto em questão, ganhou outro nome (T-50A) para participar da concorrência para substituir o T-38 no programa T-X americano.

Lembrando que não é só ele. O M-346 da italiana Aermacchi se chamará T-100 para participar do mesmo programa. Claro que não é só uma mudança de nome. Tão pouco uma compra de prateleira. Especificações impostas pelo programa exigem pequenas mudanças na aeronave e a fabricação em território americano.

Uma coisa legal do Tio Sam é que eles não precisam  dessa frescura que os países pobres tem de ficar exigindo "Transferência de Tecnologia". Os caras, na maioria das vezes, já detém conhecimento tecnológico. Só não querem perder tempo de desenvolvimento para reinventar a roda. 

Por isso muitas vezes na história, buscaram uma solução que já estivesse pronta ou quase, para um problema momentâneo. Foi assim, por exemplo, com o B-57 Camberra, com o T-45, com o Super Tucano comprado para o Afeganistão, está sendo agora com alguns candidatos do programa T-X e provavelmente também será no programa para substituição do helicóptero UH-1N Huey da USAF.

Nesse programa a Boeing está oferecendo o MH-139, que na realidade é o Agusta Westland AW139, uma aeronave com cerca de 830 construídas, a maioria na Itália mas que será montado na Filadélfia, porém com a fuselagem principal vinda da Polônia e Turquia. 

Esse quebra cabeças de peças oriundas de outros países se estende a outros produtos como o  AH-64 Apache da Boeing cuja fuselagem vem da Coréia do Sul antes da montagem da aeronave no Arizona, segundo a Janes.

Mas vamos combinar, algumas dessas buscas por solução fora de casa também foram para aprender como se faz... O AV-8B do fusileiros americanos é um exemplo dessa situação. Claro que depois o projeto foi aperfeiçoado e porque não dizer, ficou melhor que o original.

Porém tem um cidadão que parece ser um ponto fora da curva: O treinador T-X da Boeing. Um projeto novo, sem vendas, uma aposta no escuro, no entanto, os caras Boeing estão muito otimistas com ele... Porque será? 
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