O lado bom do embargo


Diferentemente da Índia, a África do Sul apostou caro no seu Denel Rooivalk. Forçada a desenvolver seus equipamentos por conta de um embargo devido ao apartheid, o projeto da aeronave começou em 1985 e o último de 12 unidades produzidas foi entregue a SAAF somente em 2013. A baixa escala de produção resultou em uma aeronave caríssima de quase 40 milhões de dólares a unidades.

O investimento parece que deu resultado. A participação da aeronave na missão de paz na República Democrática do Congo tem sido elogiada. Chamado de ‘blue eyed boys’, o aparelho é mais respeitado que os helicópteros Mi-24 de lá.

Foram três helicópteros cedidos pela SAAF junto com quatro tripulantes, 15 técnicos, disponíveis 24 horas, 7 dias da semana, que desde de outubro 2013 voaram ao redor 1 500 horas, participando em missões de apoio aéreo e combates, inclusive noturnos. 

Mas se é tão bom, porque produziram somente 12 unidades? Simples: Faltaram clientes. O atraso no desenvolvimento fez a aeronave chegar tarde ao mercado. Porque atrasou? A saída de técnicos qualificados da Denel por questões financeiras foi um dos fatores. 

Que sirva de exemplo para quem quiser desenvolver, viu Brasil?

Com informações da Defence Web entre outros