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22 de jul de 2016

Sem Terra e sem escrupulos


Liga camponesa atira em helicóptero da PM durante operação em fazenda

Ação foi realizada quando PM tentou retirar invasores de propriedade.
Fazenda de Seringueiras (RO) foi invadida por 100 pessoas.

Integrantes da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) atiraram contra o helicóptero da Polícia Miliar (PM), nesta quinta-feira (21), durante uma operação que visava retirar 100 pessoas que invadiram uma fazenda em Seringueiras (RO), a 560 quilômetros de Porto Velho, no último dia 18 de junho. 

Durante a invasão, os manifestantes renderem funcionários e o proprietário do local. Por causa dos disparos contra a aeronave, o comandante da PM ordenou a retirada dos policias para evitar um confronto. Ninguém se feriu.

Segundo nota divulgada pela PM, o grupo do LCP montou uma espécie de barricadas e armadilhas na entrada da fazenda. Tratores e motos foram molhados com gasolina na ponte que da acesso à propriedade. O objetivo é intimidar os policiais e impedir o acesso ao local. A polícia acredita que bombas possam ter sido instaladas na ponte.

Ainda segundo a PM, no momento em as negociações seriam iniciadas nesta quinta-feira, policias a bordo do helicóptero do Núcleo de Operações Aéreas (NOA) avistaram quatro pessoas encapuzadas entrando no pasto. Logo depois, eles começaram a disparar de dentro da mata contra a aeronave Falcão 2.

Por causa dos disparos, o tenente coronel, Oziel Paradela, que está no comando da operação, ordenou a retirada dos policiais para evitar um possível confronto com os integrantes do movimento LCP. Segundo a polícia, nenhuma pessoa se feriu durante a operação. Outra tentativa de negociação deverá ser realizada nos próximos dias.


Reintegração

A Justiça autorizou o pedido de reintegração de posse da Fazenda Bom Futuro, invadida na noite do último domingo. Ao contrário do que foi informado inicialmente pela Polícia Militar de Seringueiras, o grupo de cerca de 100 pessoas pertence ao movimento Liga dos Camponeses Pobres (LCP) e não ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Após a invasão, o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) teria entrado com um pedido de busca e apreensão de armas na propriedade.

Policiais militares das cidades de Ariquemes e Jaru, além do helicóptero do NOA da Secretaria de Estado da Segurança Defesa e Cidadania (Sesdec), a Polícia Militar Ambiental (PMA) e dois Oficiais de Justiça participaram da tentativa de reintegração de posse da fazenda.

Invasão

Conforme informações da polícia, dois ônibus lotados estacionaram na entrada da fazenda Bom Futuro. Seis homens armados desceram e caminharam em direção à propriedade, onde fizeram o dono da fazenda e um funcionário refém. Outro funcionário percebeu a movimentação e conseguiu se esconder na pastagem e ligar para a Polícia Militar (PM).

Os reféns foram mantidos amarrados e encapuzados. Horas depois foram obrigados a deixar a fazenda. Além dos ônibus, diversos veículos de passeio foram vistos adentrando a fazenda após a invasão

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