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Quase 90% dos voos de táxi aéreo com helicópteros na Brasil podem ser clandestinos



Dados do Anuário Brasileiro de Aviação Geral de 2015 mostram que menos de 8% das aeronaves do País tem a licença para funcionar como táxi-aéreo (TPX). Se considerarmos somente os helicópteros privados (TPP), 88% deles tem potencial para realizar voos irregulares, chamados de TACAs. 



O principal risco para o usuário é a possibilidade de acidentes por falta de manutenção adequada. A dificuldade para regularização e alto custo para manutenção de veículos homologados elevam a incidência da atividade pirata, criando uma crise no setor que perdeu 30% dos voos e perto de 70% de faturamento.

O Táxi-Aéreo Clandestino – TACA – ocorre quando proprietários de aeronaves privadas comercializam voos fretados sem a devida homologação junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), ou seja, o voo ocorre sem os padrões de segurança exigidos para uma empresa de transporte aéreo público. 

“As aeronaves pertencentes a uma empresa de táxi-aéreo devidamente homologada são submetidas a exigências de altos níveis de segurança e sofrem frequentes fiscalizações de manutenção e segurança da aeronave, além de treinamentos de atualização dos pilotos”, afirma Henrique Antunes, especialista em aviação e sócio da empresa de compartilhamento de voos FlyEdge. 

Outros problemas encontrados nos TACAs são o desconhecimento de normas, uso de mão-de-obra não qualificada, utilização de pistas irregulares e sem condições de uso e falta de fiscalização da jornada de trabalho dos tripulantes.

O cliente que contrata o serviço dos TACAs na maioria das vezes é mal informado. Atraídos por um valor consideravelmente mais baixo – até 70% menor segundo cálculos de operadores – o Táxi-Aéreo Clandestino aproveita os custos menores de operação para competir com as empresas homologadas. 

Pela falta de inspeção, quem realiza esse tipo de atividade atua como uma empresa comum, com site e telefone para contato, mas operam como se fossem voos particulares. Esse contexto leva os passageiros a não desconfiarem da ilegalidade do serviço contrato e por conta disso o mercado estima que o Taxi-Aéreo Clandestino voa hoje no Brasil mais do que as Empresas de Táxi-Aéreo Homologado.

Para ter mais tranquilidade, existem algumas ações que o cliente pode tomar para evitar a utilização do TACAs. ”No site da ANAC é possível consultar o prefixo da aeronave e verificar se está homologada como táxi aéreo. A segurança deve ser a primeira preocupação na hora de voar”, alerta Antunes.

Crise no setor

O setor de táxi aéreo está em crise no Brasil. Entre os diversos fatores, podemos destacar o excesso de exigências estruturais solicitadas pelo órgão regulador (ANAC), falta de fiscalização e punição dos táxis aéreos piratas, elevadas tarifas aeroportuárias (alta de 400% em 5 anos), combustível lastreado em dólar e o momento econômico do País. O Anuário Brasileiro de Aviação Geral de 2015 registra que a categoria TPX foi a única que nos últimos dois anos teve queda na frota (-2%).

Para o diretor da ABTAer (Associação Brasileira de Táxis Aéreos), Ênio Paes de Oliveira,o cenário não é nada bom. “A queda média de faturamento dos Táxis Aéreos é de 50%, chegando a 70% em alguns casos. As empresas ainda não estão fechando, porém estão deteriorando de forma drástica”. Já o mercado dos clandestinos está em expansão, tomando cerca de 70% do faturamento do mercado de transporte de passageiros. Entre as regiões que mais contribuem para isso são a Norte, Centro-Oeste e Sudeste.

Apesar das dificuldades, existem segmentos dentro do setor que driblam a crise com criatividade. Foi lançada esse ano a plataforma da FlyEdge, que possibilita o compartilhamento de assentos em voos executivos, barateando os valores individuais. “Existem opções para o litoral paulista a partir de R$ 1.250. Dessa maneira conseguimos oferecer voos acessíveis em equipamentos homologados e seguros para nossos clientes” finaliza Antunes.

Serviço: Identificando Aeronaves Irregulares

Prefixo da Aeronave: No site da ANAC há um link “Consulta ao RAB”. Basta inserir a matrícula da aeronave (Exemplo: PP-JBN) para checar dados como nome do proprietário, operador aéreo, validade dos certificados de manutenção e aeronavegabilidade e se possui categoria de serviço “TPX”. Link direto para consulta: http://www2.anac.gov.br/aeronaves/cons_rab.asp

Certificado de Homologação de Empresa Aérea (CHETA): Geralmente disponível no site da empresa de Táxi-Aéreo, o CHETA deve estar em conformidade, tanto o da empresa como o da aeronave. Se a empresa não possuir, é porque está impossibilitada de operar tais tipos de serviços. (Exemplo: 2006-10-0CEE-01-00)

Embarque: Certifique-se de que a aeronave contratada e com o prefixo informado pelo operador é a mesma que você está embarcando, assim pode evitar que você seja enganado com informações de outra aeronave durante a venda. Se notar alguma divergência, não embarque.

Adesivo de identificação: De acordo com a legislação, todas as aeronaves devidamente homologadas pela ANAC para o transporte de passageiros em táxi-aéreo devem apresentar a informação “TÁXI-AÉREO” na porta de embarque, com fácil visualização pelo passageiro. Caso a aeronave que você contratou não tenha essa identificação, não embarque.

Denúncia: Caso alguma informação esteja duvidosa, exija esclarecimentos ou recorra a um órgão da ANAC.

Sobre a FlyEdge

A FlyEdge (www.flyedge.com.br/) é uma startup pioneira na democratização do táxi aéreo brasileiro e tem por objetivo reinventar a aviação executiva brasileira ao oferecer voos compartilhados de forma simples e transparente. Seus voos são confiáveis e podem ser adquiridos com poucos cliques e totalmente online. A empresa opera inicialmente em São Paulo e já conta com quase 10 destinos, sendo que deve ampliar o número de voos e destinos ainda no segundo semestre deste ano e iniciar operações em outras capitais brasileiras em 2017


Nota: Apesar de ser um texto com cara de matéria paga, achei interessante e didático, por isso, resolvi postar.
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