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23 de jun de 2016

Nove missões de transportes de órgãos são concluídas pela FAB em junho

Foto: Divulgação/Força Aérea Brasileira

Entre a noite de terça-feira (21) e a manhã desta quarta (22), FAB foi acionada e transportou dois órgãos no País

O transporte de um coração do município de Navegantes, em Santa Catarina (SC), para Curitiba (PR) foi realizado na manhã desta quarta-feira (22) por meio de uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB).

A receptora, uma senhora de 62 anos em caso de urgência, aguardou na lista de espera da Central Nacional de Transplantes (CNT) por cinco dias. A paciente estava internada na UTI por causa de choque cardiogênico (insuficiência de irrigação sanguínea no coração), problema que também afetou os rins. 

“A cirurgia foi um sucesso. Agora a paciente vai ter pressão arterial mais alta e não terá de tomar tantos remédios”, afirmou o cirurgião Claudinei Colasso, após realizar o transplante.

O médico foi responsável por captar o órgão de um rapaz de 23 anos morto em um acidente de moto. O transporte aéreo ocorreu no avião C-37 Brasília operado pelo Esquadrão Pégaso (5º ETA), acionado ainda na madrugada. 

Missões 

Na noite da última terça-feira (21), outra aeronave C-37 Brasília, operada pelo Esquadrão Pastor (2º ETA), transportou um coração de Petrolina (PE) para a capital Recife. Com essas duas missões, a Força Aérea Brasileira contabiliza nove voos de transporte de órgãos para transplante executados no mês de junho. 

Nesse período, a FAB foi acionada 13 vezes pela Central Nacional de Transplantes. Desse total, quatro foram canceladas pelo próprio solicitante. A central é responsável por fazer a intermediação de transplantes interestaduais, ou seja, doador e receptor estão localizados em Estados distintos. Nos demais casos, a coordenação é executada pelas centrais estaduais. 

De acordo com Fernanda Bordalo, coordenadora da CNT, o transporte aéreo é muito importante para o aproveitamento do órgão em função do tempo de isquemia. No caso do coração, são apenas quatro horas após a retirada do paciente. “É um ganho inestimável para nós”, afirma a coordenadora sobre o apoio logístico aéreo prestado pela FAB. 

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