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12 de nov de 2015

Exército russo na Síria: “Continuaremos a bombardear o tempo que for preciso”

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A Rússia mantém, desde fim de setembro, ataques aéreos contra alvos na Síria que classifica de “terroristas”. O correspondente da euronews, Denis Loctier, esteve na base aérea russa em Latakia, na costa mediterrânea da Síria, onde conheceu detalhes das operações atualmente desenvolvidas a partir dali pela aviação russa.

É da base aérea russa de Latakia que descolam todos os aviões militares russos na Síria, registando diariamente mais de 40 operações. Segundo as informações obtidas pelo correspondente da euronews junto do exército russo, nas últimas seis semanas estes aviões destruiram em território sírio mais de 2500 alvos, que as forças russas designam como “estruturas terroristas”.

Os bombardeiros russos na Síria dão apoio aéreo às ofensivas terrestres do exército sírio e das milícias xiitas estrangeiras. As forças russas dizem que colaboram agora com a oposição síria e que esta lhes fornece suporte estratégico.

De acordo com o major-general Igor Konashenkov, porta-voz do exército russo, nos últimos dois dias militantes islâmicos foram forçados a abandonar posições em várias províncias-chave, e foi quebrado o bloqueio à base aérea de Kweires mantido pelo autoproclamado “exército islâmico” durante dois anos:

“A aviação russa atinge alvos próximos de Aleppo e na área da base aérea de Kweires, com o apoio das informações dos serviços de inteligência da oposição síria, confirmadas em Bagdade pelos nossos parceiros do Irão , Iraque e Síria”, explicou Konashenkov.

A base aérea de Hmeymim, perto de Latakia, dispõe de várias dezenas de aviões de guerra russos, incluindo bombardeiros supersónicos e caças, drones de reconhecimento, helicópteros de ataque e defesa anti -aérea. A lista de equipamento militar e meios humanos é, claro, informação classificada. A Rússia fornece diariamente suprimentos, incluindo comida.

Ainda segundo o porta-voz do exército russo, “todos os nossos aviões da base de Hmeymim que participam nos ataques estão equipados com os mais modernos sistemas de focalização, que permitem atingir com precisão infra-estruturas terroristas a partir de cinco mil metros de altitude.”

Apesar de vários contratempos sofridos nos últimos dias, os militantes islamistas mantêm o controlo de vastas zonas da Síria, passando ocasionalmente à ofensiva, enquanto as forças leais ao presidente Assad continuam a defender e expandir a a área que controlam. De acordo com os responsáveis militares russos, os islamistas reagem às operações de bombardeamento mudando de tática, escondendo melhor as suas deslocações e modificando constantemente as rotas de abastecimento de armas e munições, o que pode ser sinal de enfraquecimento.

O comando russo diz que estes aviões de combate vão continuar a bombardear o tempo que for necessário. “A eficácia do envolvimento da Rússia no conflito sírio permanece uma incógnita, porém, enquanto não se verificar uma alteração evidente no terreno”, lembra Denis Loctier.

Exército sírio ganha terreno

O exército sírio e as forças aliadas tomaram a cidade de Al Hader, na província de Aleppo, informou esta quinta-feira a televisão estatal síria, citando uma fonte militar, no mais recente avanço dentro de uma área estratégica controlada pelos rebeldes.

Ainda de acordo com a mesma fonte, as forças pró-governo assumiram o controle completo, forçando os rebeldes a fugir da cidade.

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, baseado na Grã-Bretanha, Al Hader era o principal reduto dos rebeldes na zona rural do sul da província, onde teve iníco no mês passado um grande ataque do governo apoiado por milícias do Hezbollah.

A ofensiva em Aleppo tem como alvo uma grande área ao sul da cidade, perto da auto-estrada para Damasco. O exército e seus aliados, que já capturaram várias aldeias e cidades, procuram tirar aos rebeldes a vantagem da iniciativa.

Entretanto, o exército sírio, auxiliado por pesado bombardeamento aéreo russo, forçou na terça-feira caminho rumo à base aérea de Kweires, quebrando um cerco de quase dois anos mantido pelos rebeldes do autoproclamado “Estado Islâmico” e libertando militares que permaneciam ali isolados.

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