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2 de jul de 2015

Quem ganha com as críticas ao F35?


Esta semana fomos surpreendidos com um relatório divulgado pelo site War is Boring onde um piloto de teste com larga experiencia em caça afirmava que o F35 não era capaz de vencer em dogfight um F16.

Tal piloto participou de testes com o protótipo AF-02 contra um F16 e observou que a nova aeronave carecia de energia para manobras, apesar do motor F135. Outro defeito ressaltado foi a falta de visão resultante do novo capacete, grande demais para o cockpit, aliada ao posicionamento da cabine.

Não demorou muito e os "especialistas da internet" (estou sendo irônico) saíram para dar os seus ricos comentários. Os russófilos passaram a semana lembrando do alto custo de desenvolvimento do novo caça que já beira os 1,5 trilhões de dólares.

Por outro lado, os fanboys de equipamentos americanos correram para ressaltar que se tratava de um protótipo, carente do software e de sensores que se planeja utilizar na aeronave. Lembraram que o caça não foi projetado para ser uma aeronave de superioridade aérea como o F22. 

Fizeram questão de dizer que dogfight é coisa do passado, pois em um cenário BVR (beyond-visual-range) sobrevive quem dispara primeiro e que provavelmente, caças inimigos serão destruídos no solo antes de levantarem voo graças a furtividade do F35. 

Mas afinal, quem ganha com as críticas ao F35? Com certeza não são os torcedores de nenhum desses lados. 

Os únicos que realmente ganham com isso são aqueles que ainda tem esperança de vender seus caças de 4ª e 4ª++ geração.  O Super Hornet, o Rafale, o Typhoon e o Gripen ainda disputam concorrências pelo mundo para o fornecimento de caças. Quem mais lucra com os deslizes e atrasos do Fail-35 são eles. Não me espantaria se esses fabricantes financiassem sites e jornalistas internacionais por traz de cada fiasco do JSF.

Aqui no Brasil existem aqueles que lucram com o debate entre fanboys e russófilos. Sites que com a desculpa de promover a discussão, abrem seus espaços para comentários onde o ódio corre solto, gerando visualizações e guerra de egos.

O bom senso nos faz acreditar que em um futuro próximo, provavelmente ainda teremos caças de 4ª e 5ª geração convivendo juntos. Um cobrindo as falhas e limitações do outro. Não importa de que nacionalidade. 

O que realmente deveria estar sendo discutido é quando o Brasil vai pensar em furtividade? Aqui por enquanto, nossas autoridades só pensam em FURTO...

Em tempo: um artigo publicado pelo Breaking Defense lembra que o resultado do teste pode ser muito bem explicado pelo fato dos pilotos terem diferentes números de horas em suas aeronaves e que ainda não foram desenvolvidas táticas para o F35.

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