Mala é achada em mesmo local de destroço de avião em ilha no Índico


Especialistas analisam se pedaço é do voo MH370 da Malaysia Arlines.
Aeronave desapareceu em 8 de março de 2014.

Após uma parte de um avião ser achada na Ilha da Reunião, em Madagascar, no Oceano Índico, levantando rumores de que ela possa fazer parte do voo MH370 da Malaysia Airlines que desapareceu em março de 2014, um pedaço de uma mala foi encontrado no mesmo local, segundo a imprensa local.

Johnny Begue, integrante de uma associação de limpeza do litoral da Ilha da Reunião, foi quem encontrou o objeto na manhã desta quinta-feira (30) a cerca de dois metros de onde o destroço de um avião foi encontrado na quarta-feira (29).

“Esse pedaço de mala estava lá desde ontem, mas ninguém tinha prestado verdadeiramente atenção”, afirmou, segundo o jornal francês Le Parisien. Ele posou para fotos com a mala nesta manhã antes da peça ser recolhida por integrantes da Brigada de Transportes Aéreos, que investiga o caso.

"Ainda é possível ver o zíper da mala preso a um pedaço de lona rígida", relatou, acrescentando ser "tudo muito bizarro, isso tem me dado calafrios".

Os investigadores analisavam nesta quinta os destroços, que alimentam a esperança de resolver um dos grandes mistérios da aviação: o desaparecimento do voo MH370.

A descoberta da peça, de dois metros de comprimento e aspecto similar a uma parte da asa de um avião, gerou sentimentos conflitantes entre os parentes das 239 pessoas desaparecidas com o Boeing 777 da Malaysia Airlines que cobria a rota Kuala Lumpur-Pequim em 8 de março de 2014.

"As informações preliminares sugerem que os destroços pertencem muito provavelmente a um Boeing 777, mas temos que verificar se são do voo MH370", escreveu nesta quinta-feira em sua conta do Facebook o primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak.


As autoridades locais haviam afirmado anteriormente que "nenhuma hipótese é descartada, incluindo" que pertença a um Boeing 777.

O escritório especializado em investigação e acidentes da aviação civil francesa (BEA) "se encarregou de coordenar a investigação francesa e a investigação internacional, realizada principalmente por especialistas malaios e australianos", explicou a prefeitura da ilha de Reunião em um comunicado.

As buscas realizadas até o momento levaram as autoridades a acreditar que a aeronave caiu no sul do oceano Índico, devido aos sinais do avião detectados por satélite, mas nunca uma prova física havia sido encontrada.

"É manifestadamente um passo muito importante, e se estes destroços procederem efetivamente do MH370, isso permitirá às famílias um desenlace", disse o ministro dos Transportes da Austrália, Warren Truss.

A peça havia sido encontrada na quarta-feira em Saint André de La Reunion, no litoral oriental da ilha francesa, por funcionários de uma associação encarregada da limpeza da margem.

"Começamos a trabalhar às 7h. Por volta das 9h, fizemos uma pausa. Eu aproveitei para ir buscar uma pedra na margem. Naquele momento vi uma coisa incomum na margem", contou Johnny Bègue, que liderava a equipe encarregada da limpeza.

Depois de perceber que se tratava de um pedaço de avião, coberto em grande parte de areia, a equipe o levou à terra firme e posteriormente avisou as forças de ordem.

Perto do local foi encontrado nesta quinta-feira um pedaço de mala marrom, acrescentando um novo ingrediente ao mistério.


Muito cedo para especular

Uma equipe malaia formada por especialistas do departamento de Aviação Civil e da Malaysia Airlines, aos quais se unirão representantes da Boeing, viajava nesta quinta-feira à ilha de Reunião para analisar os destroços, disse o vice-ministro dos Transportes da Malásia, Abdul Aziz Kaprawi, afirmando que podem ter os resultados em dois dias.

A Malaysia Airlines disse que continuava sendo "muito cedo para a companhia especular sobre a origem do 'flaperon'", a parte em questão da asa através da qual os destroços foram identificados.

A ilha de Reunião encontra-se a 4.000 quilômetros da área considerada mais provavelmente a zona do impacto, mas os especialistas consideram que a peça pode ter sido arrastada pela correnteza.

Para os parentes das pessoas que estavam a bordo, o dilema entre querer dar um fim a esta história e acreditar que seus entes queridos ainda seguem vivos em algum lugar segue latente.

"Começou tudo de novo, olhar o telefone constantemente à espera de notícias", disse Jacquita Gonzales, esposa do supervisor da tripulação de cabine, Patrick Gomes.

"Temos sentimentos conflitantes. Se for certo, ao menos sei que posso ter paz e dar ao meu marido uma despedida adequada. Mas uma parte em nós ainda tem esperança de que estejam vivos em algum lugar".

O governo malaio foi acusado de incompetência, sigilo e falta de sensibilidade com os parentes, e muitos criticam o fato de a atenção ter sido concentrada no oceano Índico, considerando que outras possibilidades estavam sendo ignoradas.

Relembre o caso

O voo MH370 da Malaysia Airlines, um Boeing 777-200, decolou de Kuala Lumpur na madrugada do dia 8 de março com 239 pessoas a bordo e deveria chegar a Pequim seis horas mais tarde. Quarenta minutos após a decolagem, o avião desapareceu subitamente das telas do radar.

As autoridades malaias asseguram que o aparelho mudou de rumo em uma "ação deliberada" para atravessar a Península de Malaca em direção contrária a seu trajeto inicial sem motivo aparente.

Segundo o grupo de especialistas que estuda o caso, o avião voou em direção ao sul do Índico com todas as pessoas a bordo inconscientes pela falta de oxigênio até ficar sem combustível e cair ao mar. Desde então não se encontrou nem sequer um pequeno pedaço da fuselagem da aeronave que confirme o acidente.

Segundo as investigações, o avião caiu em algum lugar das águas do sul do Oceano Índico.

G1



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