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8 de jun de 2015

Nasa lança balão para testar paraquedas supersônico


Após três adiamentos, a Nasa lançou nesta segunda-feira um enorme balão que carrega uma espécie de disco voador para testar o maior paraquedas lançado até o momento, com o objetivo de permitir o pouso de naves especiais em Marte.


O balão de hélio começou sua subida de cerca de duas horas e meia às 14h45 (horário de Brasília) de uma base militar no Havaí, de acordo com a transmissão ao vivo do canal da Nasa.

Este é o segundo teste realizado com a nova tecnologia. Na primeira tentativa, em junho de 2014, o paraquedas rasgou durante a descida. A Nasa modificou o desenho depois disso.

"O evento deste ano se concentra em como este novo paraquedas supersônico funciona", explicou anteriormente em um comunicado Mark Adler, diretor do projeto no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa.

Como a atmosfera de Marte é muito pouco densa, qualquer paraquedas que ajude a suavizar o pouso de uma espaçonave pesada e que tenha alta velocidade, precisa ser mais forte.

A agência espacial norte-americana começou a testar esta tecnologia em 1976, quando a missão Viking colocou duas sondas em Marte. Mas como o objetivo é enviar astronautas para o planeta vermelho até 2030, a agência espacial precisa de paraquedas mais avançados, feitos com tecnologia de nova geração, que permitam que as naves pousem suavemente.

O paraquedas (chamado "Low-Density Supersonic Decelerator", ou LDSD) é descrito pela agência como o "maior já enviado até hoje". Tem 30 metros de diâmetro e seu objetivo é "reduzir a velocidade de entrada do veículo de Mach 2 para uma velocidade subsônica".

O teste consiste no envio de seu disco voador e o paraquedas a uma altitude de 37 quilômetros sobre o Oceano Pacífico com a ajuda de um balão gigante. O balão vai lançar a espaçonave e foguetes vão levantar o veículo ainda maior para 55 quilômetros, atingindo velocidades supersônicas. A nave atingirá uma velocidade 3,8 vezes a velocidade do som, ou 4.651 km/h.

O desacelerador aerodinâmico supersônico inflável, que tem a forma de uma rosquinha (chamado SIAD, sigla de Supersonic Inflatable Aerodynamic Decelerator), será lançado então para frear a descida da nave até uma velocidade de cerca de 2,5 vezes a velocidade do som (3.060 Km/h). Nesta ocasião, o paraquedas vai abrir para ajudar o disco a pousar no Pacífico cerca de 40 minutos mais tarde.

Esta nova tecnologia deverá ser considerada a altitudes elevadas, uma vez que as condições não são semelhantes às da atmosfera de Marte.

AFP via EM

Em tempo: De acordo com a AFP o paraquedas falhou, veja o vídeo



Atualização

Paraquedas da Nasa ficou despedaçado no último teste

Washington - Cientistas da Nasa que trabalham para levar pessoas a Marte afirmaram nesta terça-feira que o paraquedas supersônico desenvolvido para frear a aterrissagem de aeronaves no Planeta Vermelho se abriu parcialmente, mas rasgou logo depois.

A rampa de 30 metros foi enviada para a atmosfera superior da Terra a bordo de uma espécie de "disco voador" içado para o céu através de um balão gigante que decolou do Havaí na segunda-feira.

Tratava-se do segundo teste realizado com a nova tecnologia. O paraquedas (chamado "Low-Density Supersonic Decelerator", ou LDSD) era descrito pela agência como o "maior já enviado até hoje", e seu objetivo era "reduzir a velocidade de entrada do disco de Mach 2 para uma velocidade subsônica".

Na primeira tentativa, em junho de 2014, o paraquedas rasgou durante a descida.

Engenheiros da agência espacial norte-americana disseram nesta terça-feira que o paraquedas se saiu um pouco melhor no último teste, e ficou totalmente destroçado após rasgar.

"Análises preliminares de imagens e outros dados recebidos durante o teste indicam que o paraquedas Supersonic Ringsail abriu", explicou a Nasa em comunicado.

"A queda começou a gerar grandes quantidades de atrito e um rasgo apareceu no dossel quando já estava totalmente inflado".

O teste consistiu no envio do disco voador e do paraquedas a uma altitude de 37 quilômetros sobre o Oceano Pacífico, com a ajuda do balão gigante. O balão lançou a espaçonave e foguetes a elevaram a 55 quilômetros. Na queda, o disco deveria atingir uma velocidade 3,8 vezes a velocidade do som, ou 4.651 km/h.

Ian Clark, principal pesquisador do projeto no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (JPL) em Pasadena, Califórnia, disse que o teste mais recente foi pelo menos parcialmente bem sucedido.

"A física usada no LDSD é tão avançada que aprendemos algo muito importante a cada vez que testamos", explicou Clark.

"Indo para o voo deste ano, eu queria ver que o paraquedas abria ainda mais do que fez no ano passado, antes de começar a se romper".

"O conjunto limitado de dados que temos atualmente indica não somente que podemos ter ido bem no caminho para a inflação plena, mas que podemos ter conseguido isso de fato".

A nova tecnologia foi testada em uma altitude elevada porque as condições são semelhantes às da atmosfera superior de Marte.

Como a atmosfera de Marte é muito pouco densa, qualquer paraquedas que ajude a suavizar o pouso de uma espaçonave pesada e que tenha alta velocidade precisará ser mais forte.

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