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5 de jun de 2015

NASA e Verizon fecham acordo para monitorar drones usando torres de celular


Maior empresa de telecomunicações sem fio dos Estados Unidos, a Verizon está desenvolvendo uma tecnologia para controlar e monitorar a crescente frota de drones civis e comerciais nos Estados Unidos em parceria com a NASA. De acordo com as informações, tudo será feito a partir da rede de torres de telefonia da empresa norte-americana.

Documentos obtidos pelo The Guardian mostram que o acordo foi assinado pela Verizon e pela NASA no ano passado com a intenção de verificar "conjuntamente se as torres de celular podem suportar comunicações e vigilância de sistemas aéreos não tripulados a baixas altitudes".

Com investimento de US$ 500 mil, o projeto está em andamento no Ames Research Center da agência espacial norte-americana, localizado no Vale do Silício, na Califórnia. A agência nacional de telecomunicações dos EUA está se planejando para que os primeiros testes de um sistema de controle de tráfego aconteçam ainda no verão norte-americano, entre os meses de junho e agosto. 

A Verizon deve introduzir um conceito de cobertura celular para dados, navegação, vigilância e rastreamento de drones em 2017. A previsão é que a tecnologia seja finalizada em 2019.

A nova operação de gerenciamento de tráfego da NASA é destinada à permissão de voos de drones de baixas altitudes em locais seguros dentro dos próximos quatro anos. Atualmente, falta pouco para que os veículos aéreos não tripulados sejam impedidos de voar em qualquer lugar que quiserem.

A NASA tem a intenção de manter os drones distantes de áreas sensíveis, como a Casa Branca, além de evitar voos em mau tempo e próximos de construções. Também deve ser definido quais tipos de drones terão prioridade nos congestionamentos em espaços aéreos.

Em fevereiro deste ano, a Autoridade de Aviação Federal (FAA) divulgou propostas para a regulação de drones comerciais, que permite que aviões de até 24 kgs voem dentro da visão dos seus pilotos remotos durante o dia em alturas inferiores a 152 metros e velocidade menor do que 160 km/h.

"O problema é que nós realmente não podemos acrescentar mais capacidade ao sistema regular de controle de tráfego aéreo", afirma Missy Cummings, professora de aeronáutica da Duke University. Ela também diz que a cobertura por radar em baixa altitude é muito instável e eles não têm a tecnologia, ou as pessoas, para colocar um dispositivo de rastreamento em cada drone.

A NASA também está considerando fazer o monitoramento de drones com uma série de sensores, envolvendo radares, satélites em órbita e sinais de celulares. O sistema deve ser baseado em nuvem, então os drones precisarão de uma conexão com a internet para fazer o download de informações úteis como clima, tráfego e zonas de restrição.

Os drones ainda precisarão de sensores a bordo para navegar e evitar obstáculos nos casos em que a conexão de dados falhe ou que seja muito distante de uma torre de celular. Uma das vantagens da Verizon é que ela possui cerca de 12 a 15 mil torres em todo os EUA e com suporte a 4G LTE.

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