Morte de Aldo Rosa passou em branco pela mídia especializada


Nos últimos dias tenho estado sobrecarregado com questões familiares e profissionais por isso tenho sido negligente com as postagens no nosso site. Uma das minhas gafes foi na última sexta-feira quando soube da morte do Brigadeiro Aldo Rosa. Achei que as mídias especializadas não deixariam isso passar em branco, mas não foi isso que ocorreu. Sendo assim, para me redimir com esse personagem da nossa história, segue abaixo a publicação do site da FAB sobre seu falecimento.

Morre Brigadeiro Aldo Rosa, ícone no desenvolvimento de pesquisas espaciais

Militar foi um dos responsáveis por desenvolver a indústria eletrônica brasileira

Morreu nesta semana, aos 96 anos, o Brigadeiro Aldo Weber Vieira da Rosa, em Palo Alto, estado da Califórnia (EUA). O oficial-general foi professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), além de um dos fundadores do Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento (IPD), que integra o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

De acordo com o reitor do ITA, Fernando Toshinori Sakane, o Brigadeiro Aldo Rosa fez parte de momentos históricos do desenvolvimento de pesquisas na área. "Ele foi assessor do então Coronel Casemiro Montenegro no processo de criação do ITA e CTA e, também, responsável pela criação do IPD, no qual foi primeiro diretor, e do INPE. Tudo isso foi muito importante para as pesquisas aeroespaciais do país”, afirma.

O militar foi um dos responsáveis por desenvolver a indústria eletrônica brasileira, ao final da década de 40. Recém-chegado dos Estados Unidos, onde concluiu o curso de Engenharia Eletrônica pela Universidade de Stanford na época, ele assumiu a Divisão de Pesquisas e Padronização da Diretoria de Rotas Aéreas, com a missão de especificar e adquirir equipamentos rádio aeronáuticos para a produção no Brasil.

No final da década de 50, Brigadeiro Aldo Rosa foi piloto do primeiro voo de ensaio do protótipo  do helicóptero BF-1, desenvolvido no Brasil. Em 1965, entrou para reserva da Força Aérea Brasileira (FAB).

História

Brigadeiro Aldo Rosa foi, também, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Companhia de Desenvolvimento Tecnológico (CODETEC), em Campinas (SP), e participou de Conselhos de Administração de importantes empresas nacionais e estrangeiras. Recebeu, ainda, o título de professor emérito de engenharia elétrica da Universidade Stanford.

Radicado nos EUA, desde a década de 90, o militar da FAB deixou três filhos, cinco netos e três bisnetos.

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