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24 de jun de 2015

Consórcio vencedor deixa em aberto futuro da Portugália


O consórcio que venceu a compra da TAP deixou hoje em aberto qual será o futuro da Portugália, afirmando que ainda não tomou uma decisão, reconhecendo apenas que a frota "é velha" e tem de ser substituída.

Questionado sobre se o consórcio Gateway pensa "fechar a PGA [Portugália]", o empresário norte-americano e brasileiro David Neeleman, que integra o agrupamento a par do empresário português Humberto Pedrosa, afirmou: "Temos várias opções, mas não decidimos o que fazer ainda, temos de ter uma frota nova, sabemos isso, temos de ver os custos, se é melhor ficarmos separados ou juntos".

Por sua vez, o empresário Humberto Pedrosa, do grupo Barraqueiro, reforçou que os aviões da Portugália são "muito velhos", pelo que há "um trabalho muito grande a fazer", mas rejeitou a possibilidade de encerramento daquela empresa.

"Não há necessidade de maneira nenhuma de fechar", disse, rejeitando também a venda de outras participadas. Já Neeleman também já tinha afirmado que não é intenção do consórcio vender o negócio de manutenção no Brasil.

Questionado sobre a possibilidade de poder recorrer à Embraer para a substituição dos aviões da Portugália, Pedrosa disse que "tudo tem que ser avaliado".

Neeleman admite, por sua vez, que tal pode ser "uma opção", mas afirma: "Temos a maior frota da Embraer do mundo no Brasil, mas o que é bom para o Brasil talvez não seja bom para a Europa, temos de ver isso com cuidado. A Embraer é importante, vamos ver os números e o que é melhor para a TAP, e depois decidir".

Sobre a frota da TAP, os responsáveis adiantaram que vão ser adquiridas 53 aeronaves, das quais 14 Airbus 330-900 NEO e 39 Airbus A 320 ou A 321. O plano, acrescentou Neelenman, passou pela troca dos 12 A350, que já tinham sido encomendados, por 14 A330-900, estimando que o primeiro avião chegue em 2017.

O contrato de venda da TAP com o agrupamento vencedor foi hoje assinado no Ministério da Finanças, em Lisboa.

A 11 de junho, o Governo aprovou a venda de 61% do capital social da TAP ao consórcio Gateway, do empresário norte-americano David Neeleman e do empresário português Humberto Pedrosa - um dos dois finalistas do processo de privatização da transportadora aérea portuguesa, sendo o candidato preterido Germán Efromovich.

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