Afinal, o que vai substituir os F5 na Indonésia?


Há cerca de quatro meses, publiquei no site aerofatos.com uma matéria em inglês proveniente da mídia russa, que dizia que os F5 da Indonésia seriam substituídos por caças Su-35. Eu mesmo não levei muito a sério a matéria conhecendo o histórico de notícias infundadas da mídia russa.

Afinal, por uma questão lógica,  se você tem um caça leve e econômico como um F5, vai querer substituí-lo por algo equivalente, não é mesmo? Aparentemente, a coisa não é bem assim. Tanto que hoje aquele pais esta ponderando substituir seus Tigers por caças de desempenho superior como Eurofighters, F16, Super Hornet, Gripens e o Super Flanker SU-35. O que se busca é um caça multifunção.

Se formos analisar, hoje em dia os vetores mais próximos em desempenho de um F5 seriam o coreano Golden Eagle, o Sino-paquistanês JF17 e o indiano Tejas, certo? No entanto, esses dois últimos estão sendo desenvolvidos em versões com motores mais potentes (Block II e Mark II, respectivamente), exatamente para ter um desempenho superior aos Tigers em velocidade e carga.

Falou-se o mesmo do Golden Eagle, mas aparentemente, os esforços da coreana KAI buscam desenvolver algo furtivo, portanto, o desenvolvimento de um possível Golden Eagle II é pouco provável. Pelo visto, essa classe de caça supersônico leve como os nosso mikes estão com os dias contados. O próprio Gripen tomou anabolizantes para ficar mais gordo... rs rs rs

Dos três equivalentes ao F5, o único já exportado justamente para a Indonésia foi o Golden Eagle, mas as 16 unidades adquiridas do T-50i, uma variante para treinamento e ataque do "cacinha" coreano, não foram para substituir o F5, mas sim dois vetores distintos: o treinador avançado a jato BAE HAWK MK 53 e velhas unidades de ataque turbo hélices OV-10 BRONCO. Mas afinal, quem vai substituir os F5 na Indonésia?

Para solucionar este problema, o que diz a história?

Apesar de na sua história recente, a Indonésia ser ainda reconhecida por ter sido uma ditadura militar de direita, aquele país teve também uma forte influência soviética. Sendo assim, é um pais onde na sua Força Aérea equipamento ocidental e russo convivem lado a lado, de acordo com as circunstâncias políticas do momento.

Por exemplo, por conta dos embargos sofridos pela questão do Timor, eles adquiriram cerca de 16 Flankers Su-27 e Su-30, para superioridade aérea e como caça multifunção. Além dos Flankers, a Força Aérea conta ou contará (não consegui confirmar) com cerca de 33 F-16 adquiridos em diferentes épocas, entre versões A, B, C e D, uma verdadeira sopa de letrinhas que deve ser um inferno para as equipes de logística.

Para confundir um pouco mais, esta semana, o embaixador russo naquele país, Mikhail Galuzin, deu a entender que negociações para a aquisição do SU-35 estariam evoluindo, informação que foi publicada por diversas mídias locais. Se confirmado, a Indonésia seria o segundo país a utilizar a aeronave, depois da Russia.

Diante dessa bagunça, se eu fosse apostar em algum candidato, apostaria no Su-35, cujo custo beira, segundo a mídia especializada local, 65 milhões de dólares contra 165 milhões do Falcon... Resta saber se o presidente deles, aquele que mandou executar os traficantes brasileiros, estaria disposto a uma escolha impopular por vetores mais caros. Acho que não, mas é puro achismo da minha parte.

Bom, eu sou apenas mais um palpiteiro que tem um espaço na Web para dar palpites furados, mas fiquem tranquilos: Se der flanker eu não vou sair gritando feito uma cacatua desvairada como a Mãe Dinah faz no outro blog... Alias, cadê ela? Virou purpurina? rs rs rs