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Engenheiro Guido Pessotti morre aos 82 anos em São José dos Campos

Turma de 60 do ITA
Pessotti foi um dos mais importantes profissionais de aviação do país. 
Primeiro diretor técnico da Embraer, esteve à frente da empresa por 20 anos.

O engenheiro Guido Pessotti, de 82 anos, reconhecido como um dos mais importantes projetistas de avião do mundo, morreu na manhã desta quinta-feira (2) em São José dos Campos (SP). Guido esteve no grupo fundador da Embraer e foi o primeiro diretor técnico da fabricante de aeronaves. Ele também foi responsável por integrar projetos de aviação em diversos países

O engenheiro estava internado há duas semanas no Hospital Santos Dumont em São José e faleceu por volta das 9h em decorrência de uma infecção generalizada. Segundo a família, ele havia dado entrada na unidade para tratamento de uma infecção urinária e pneumonia. Há dois anos ele tratava um câncer de próstata. O velório teve início no fim da tarde e o enterro está previsto para a tarde desta sexta-feira (3) na cidade.

Pessotti nasceu em Piracicaba (SP) e em 1960 graduou-se em Engenharia Aeronáutica, na especialidade Aeronaves, no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Ele vivia com a família na cidade e deixa a esposa e quatro filhos.

Entre outros projetos, Pessotti trabalhou no desenvolvimento do bimotor Bandeirante, um dos produtos pioneiros da Embraer, durante sua passagem pela Diretoria de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). Ele assumiu a diretoria da companhia em agosto de 1969 e esteve à frente de projetos para o desenvolvimento de aeronaves comerciais e para uso militar, vendidas para todo o mundo.

Após deixar a companhia em 1991, o engenheiro passou dez anos fora do país oferecendo assessoria para diversas empresas nas áreas de Engenharia e Projeto Aeronáutico. Em seu currículo, estão passagens por empresas de grande porte na Coreia do Sul, Alemanha e Turquia.

Em 1974, Guido Pessotti recebeu a Medalha da Ordem do Mérito Santos Dumont, concedida pelo Ministério da Aeronáutica por destacados serviços prestados à Força Aérea Brasileira. Em 1986, ele recebeu o título de Eminente Engenheiro do Ano, do Instituto de Engenharia do Estado de São Paulo.

"A Embraer é o que é hoje devido à herença técnica que ele implantou na empresa. Ele tinha um grupo com engenheiros extremamente competentes para desenvolvimento de projetos. Ele exigia muito da equipe dele, tinha visão e feeling para a área de projetos e gostava de saber das últimas tecnologias para incorporar aos produtos da empresa", afirmou o jornalista especializado em aviação Mário Vinagre, que está escrevendo uma biografia do engenheiro.

Homenagens

Por meio de nota, a Embraer afirmou que "lamenta profundamente o falecimento" de Guido Pessotti". A empresa afirmou que criou, há poucos meses, a Cátedra "Guido Pessotti" no ITA como homenagem ao engenheiro. De acordo com a companhia, a iniciativa é "uma justa e tempestiva homenagem a um profissional que muito contribuiu para o desenvolvimento da engenharia aeronáutica brasileira e da própria Embraer".

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