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Governo de MG vai vender aeronaves para reduzir gastos com manutenção.


Frota cairá de sete para quatro porque estado vai comprar outro avião. Redução de despesa deve chegar a R$ 6 milhões por ano, diz governo.

O governo de Minas Gerais vai reduzir de sete para quatro aeronaves a frota oficial do Gabinete Militar. Dois aviões, um jato e um helicóptero (ver nota) serão leiloados. Um avião novo será comprado, com valor previsto, incluindo treinamento, de R$ 28 milhões. Os recursos virão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), informou a Superintendência Central de Imprensa, nesta quinta-feira (19).

Dois aviões já fora de uso, serão leiloados. Outro jato e um helicóptero, ainda em operação, serão leiloados até o final do ano. Elas são usadas pelo governador e vice, pelos secretários, em ações de Defesa Civil e transporte de órgãos para transplante.

Com a redução e a renovação da frota, o governo do estado estima reduzir em até 60% os custos com operação e manutenção. Atualmente, o estado gasta aproximadamente R$ 6 milhões com as quatro aeronaves que serão leiloadas, segundo a Diretoria de Transportes Aéreos do Gabinete Militar.

No valor da aeronave que será comprada, não estão incluídas as despesas com seguros e tripulação. Como os requisitos para a nova aquisição incluem a garantia completa de cinco anos. De acordo com o governo, cerca de R$ 30 milhões no período serão poupados.

Os aviões e o helicóptero que serão vendidos foram fabricados nos anos 80 e devem render cerca de US$ 3,7 milhões, aproximadamente R$ 12,2 milhões, levando-se em conta o câmbio de abertura desta sexta-feira (20).

Os primeiros a serem leiloados serão um King Air 300, ano 1986, avaliado em US$ 850 mil, e um Xingu ano 1981, estimado em US$ 145 mil. No segundo leilão serão ofertados um jato Learjet, ano 1984, avaliado em US$ 950 mil, e um helicóptero Dauphin, ano 1982, cujo valor é estimado em US$ 1,8 milhão.

Ainda segundo o governo, para continuar voando com segurança, obedecendo as regras da aviação, as aeronaves têm exigido adaptações. O modelo que será comprado, por meio de licitação, ainda não foi definido. A previsão é de que tanto as vendas quanto a compra sejam concluídas ainda neste ano.


Nota: Anteriormente, a reportagem do G1 havia informado erroneamente que seriam dois aviões e dois helicópteros. A matéria já foi corrigida.

Em tempo: No meu entendimento, os estados não deveriam ter uma frota, tendo em vista o mau gerenciamento que todos nós testemunhamos. Canso de publicar matérias informando que aeronaves estaduais estão paradas. Quer voar governador? Frete um jatinho, mas pague o preço de mercado.
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