As bombas barril de Assad


O Observatório Sírio para os Direitos Humanos relatou que a bomba barril, lançada de um helicóptero, atingiu o setor oriental da cidade dividida, onde as pessoas se concentravam para comprar e vender combustível.

Na província de Idlib, no norte do país, sete civis morreram num ataque aéreo do regime próximo de uma escola, disse o diretor do observatório sediado no Reino Unido, Abdel Rahman, à agência de notícias francesa AFP.


As mortes ocorreram depois de o emissário da ONU, Staffan de Mistura, ter enviado uma delegação a Alepo, para tentar pôr termo aos combates ali em curso.

No domingo, uma coligação rebelde rejeitou o plano do enviado das Nações Unidas, argumentando que, entre outros problemas, não abordava a questão "da utilização pelo regime de bombas barril, proibidas pela comunidade internacional".


O Governo tem regularmente lançado bombas barril em áreas controladas pela oposição em todo o país, em particular em zonas sob controlo dos rebeldes na província de Aleppo.

Os grupos de defesa dos direitos humanos têm condenado os ataques com estas bombas - construídas de forma rudimentar a partir de barris cheios com explosivos -, classificando-os como indiscriminados, por matarem um elevado número de civis.

O presidente sírio, Bashar al-Assad, negou que o exército utilize tais bombas.