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Praga Colombiana?


Turbulência, gritos e pânico: Timão faz viagem assustadora após vaga

Os jogadores do Corinthians viveram momentos de terror no voo que trouxe a delegação da Colômbia nesta sexta-feira, após o empate com o Once Caldas que classificou o time para a fase de grupos na Taça Libertadores. 

Praticamente lotado, o Airbus 330 da Avianca deixou Bogotá por volta das 15h30 (18h30 de Brasilia) com destino ao aeroporto internacional de Guarulhos, na grande São Paulo. 

Com cerca de 40 minutos de voo, os avisos luminosos de atar os cintos foram acionados em virtude da passagem por uma grande concentração de nuvens carregadas.

O avião começou a balançar imediatamente para os lados e logo em seguida teve uma queda brusca de cerca de três segundos. Tempo suficiente para passageiros entrarem em desespero.

- Nós vamos morrer! - gritou um deles.

Pouco antes da turbulência, algumas pessoas já haviam sido atendidas pelo serviço de bordo. Entre elas, Tite. Com o balanço da aeronave, o treinador não conseguiu equilibrar o copo de água que segurava e levou um banho. Durante o problema, o treinador rezava. 

O zagueiro Gil era um dos jogadores mais assustados com a turbulência. O jogador também gritou com a mudança repentina de rota e cobriu a cabeça com o cobertor fornecido pela companhia aérea.

Curiosamente, Gil fazia naquele momento um tratamento na panturrilha direita, lesionada em Manizales, com um aparelho eletromagnético. Somente depois de todo o problema ele foi retirado pelo fisioterapeuta Bruno Mazziotti.

Minutos mais tarde, ainda sobrevoando a Colômbia, uma nova queda brusca da aeronave, desta vez um pouco mais leve que a anterior, mas capaz de assustar novamente as pessoas a bordo.

- Eu estava olhando para frente e percebi que o avião teve uma queda na parte de trás - contou o goleiro Walter. 

- Acho que essa foi a pior turbulência que peguei na minha vida - disse o repórter Abel Neto, da Rede Globo.

As luzes de alerta só foram apagadas com a melhora do tempo, sobrevoando o estado do Amazonas. Jogadores e outros passageiros passaram a andar pelo avião, mas ainda nervosos com o susto.

- Eu não costumo ter medo, mas nessa fiquei bolado - disse o meia Renato Augusto, ao conversar com os goleiros Cássio e Matheus Vidotto. 

A turbulência voltou com a chegada ao estado de Rondônia. As luzes foram acesas novamente. No entanto, perdeu força e acalmou os passageiros.

Somente três horas antes do pouso todas as luzes da aeronave foram apagadas para que as pessoas tentassem relaxar.
Apesar do alívio, o clima seguiu tenso. As brincadeiras entre os jogadores, tão comuns em voos após vitórias, foram raras. Gil, sempre atormentado pelos companheiros por causa do medo de voar, foi preservado. 

- Fiquei com medo mesmo, a sensação é de que você realmente não vai sair dessa. Até pra nós que estamos acostumados a voar foi difícil - frisou o zagueiro.

O temor acabou já perto do pouso. O avião chegou a Guarulhos, sem novos sustos, à 0h43 desta sexta-feira. Alívio que rendeu aplausos dos passageiros ao piloto.

"São e salvo", Sheik deixou claro que os momentos vividos nas alturas estiveram longe de terem sido serenos

- Foi um voo tranquilinho, está tudo sob controle (risos). Brincadeira, foi tenso mesmo, quem falar que não tem medo de avião está mentindo. Ainda bem que chegamos em casa.

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