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Crise? Não para eles.


Procura por helicópteros e jatos para viagens de lazer cresce até 30% no verão

Aumento da demanda impulsiona empresas de compartilhamento de aeronaves

O verão e o carnaval fazem a procura por voos em helicópteros e jatos crescer até 30% em relação a outros meses do ano ano. E com isso cresce também a procura por serviços de compartilhamento de aeronaves. 

A Avantto, empresa paulista de compartilhamento de aviões, garante que o aumento das horas de vôos no verão cresce cerca de 30% em relação ao resto do ano. A demanda no verão de 2015 já é 6% maior em relação ao verão de 2014.

"A fuga do trânsito, das más condições das estradas, e o desejo de ter mais segurança têm feito a demanda crescer. Em 2015, esperamos um aumento em torno de 15% a 20% nas horas de vôos", explica Mauro Miranda, diretor comercial da Avantto.

"Muitos destinos turísticos possuem aeródromos homologados, mas não são regularmente atendidos pela aviação comercial, e isso contribui para aumentar a demanda. Mas outros fatores, como a comodidade de viajar no horário desejado, o conforto e, principalmente, a segurança também interferem", diz Heron Nobre,  diretor de fretamento e gerenciamento da Líder Aviação. 

O empresário Manoel Assunção, de 59 anos, usa a aviação executiva cerca de três vezes por mês e confirma. "Tem a questão do tempo. O deslocamento até o aeroporto, o embarque, o raio-x... Você espera duas horas para entrar em um voo comercial. E também tem os atrasos e cancelamentos. No particular, chego ao aeroporto e já decolo", afirma.

Assunção conta que 70% dos vôos que realiza são para lazer. "Geralmente, vou para Angra dos Reis e Búzios de helicóptero. Já os aviões uso para trabalho. Também utilizo para voos até cidades que não têm aeroportos ou que exigiriam muitas escalas", conta.

Compartilhamento ganha adeptos

O empresário adquiriu sua cota para compartilhar um jatinho há três anos. Segundo ele, a opção era melhor que comprar uma aeronave sozinho ou continuar gastando com táxi aéreo. Nesse sistema, os usuários adquirem cotas que permitem que eles viajem um número determinado de horas por mês. 

Na Avantto, as cotas custam de US$ 50 mil a US$ 500 mil. Os cotistas podem voar de 5 horas a 20 horas por mês. 

Já na Líder, um fretamento de São Paulo ao Rio de janeiro e para São Paulo novamente, por exemplo, pode custar entre R$ 13 mil e R$ 20 mil reais, dependendo do modelo da aeronave. A hora de um helicóptero pode custar entre R$ 3 mil a R$ 9 mil reais.

"Os principais trajetos de vôos são para o litoral norte de São Paulo, praias como Juquehy e Baleia, e o litoral sul do Rio de Janeiro, como Paraty e Angra dos Reis. Também há viagens de São Paulo até Cumbica, porque muitos clientes fazem vôos comerciais internacionais. No inverno, o destino é Campos do Jordão", diz Miranda.

A alta na demanda pelos vôos fez a Avantto adquirir mais duas aeronaves em 2015. Atualmente, a companhia atende a mais de 380 cotistas e administra uma frota composta por 54 aeronaves. Os ativos somam mais de US$ 300 milhões.

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