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Crise diplomática ameaça negócios da Indonésia com Embraer e Avibras

Vice-presidente do país disse que pode cancelar negócios, diz jornal local.
Embraer tem contrato para fornecer aviões militares e Avibras lança-míssel.

O incidente diplomático entre Brasil e Indonésia, que teve início após a execução do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira em janeiro, ameaça a relação comercial entre os dois países. Por conta do problema, o vice-presidente da Indonésia, Jusuf Kalla, disse que o país asiático pode reconsiderar a compra de material militar brasileiro. A medida traria impacto a Embraer e a Avibras- empresas do Vale do Paraíba que têm com contratos com o governo da Indonésia.

A informação sobre a ameaça de cancelamento de negócios é do jornal local "The Jakarta Post" e teria acontecido depois que a presidente Dilma Rousseff se recusou a receber as credenciais do novo embaixador indonésio, Toto Riyanto. A tensão entre os dois países vem aumentando desde o episódio com o brasileiro condenado à morte por tráfico de drogas.

O contrato com a fabricante brasileira de aviões prevê a entrega de 16 aviões militares Super Tucano, dos quais ainda faltam entregar oito, segundo a Embraer. A empresa, com sede em São José dos Campos (SP) foi procurada na tarde desta terça-feira (24), mas não comentou o assunto.

Outra empresa que pode ser afetada é a Avibras, que em setembro de 2013 fechou um contrato de R$ 900 milhões com a Indonésia para o fornecimento de lança-mísseis.

A empresa bélica seria responsável pelo fornecimento de um número estimado de 80 conjuntos Astros até 2016 ao país- o conjunto inclui veículos lançadores e de remuniciamento, radares, comando e controle de viaturas para o radar, além do conjunto de munições. De acordo com a Avibras, metade da encomenda foi entregue.

Para o presidente da empresa, Sami Hassuani, o problema não deve afetar os negócios da Avibras. "Estamos tranquilos, com a convicção de que tudo vai se resolver. Tanto que não temos nenhum plano de contingência, não vislumbramos esse cenário de retaliação comercial ou rompimento diplomático. Eu acredito no bom senso dos políticos dois dois países, que tem mais que uma relação de fornecedor e cliente, mas de parceria", disse ao G1.

A empresa passa por uma crise, com os cerca de 1,5 mil trabalhadores com os salários atrasados desde dezembro, e se sofrer retaliação por conta do incidente, pode ter a crise agravada.

O presidente da Avibras esteve em Brasília nesta terça-feira para tratar dos débitos com os funcionários. "Acionei o governo para tentar resolver isso e creio que estamos caminhando. Pedi empréstimos rápidos apenas para quitar a dívida com os trabalhadores", afirmou. Os trabalhadores estão em férias coletivas até o dia 3 de março.

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