Traumatizados com custos

Um dia ele será substituído, mas por quem?
Parece que depois do F-35 a USAF ficou meio traumatizada com novas aquisições. Talvez o stress causado pela elevação de custos e rombos orçamentários que obrigou a força a propor aposentadoria de caças e remanejamento de esquadrões/bases tenham tornado as autoridades aeronáuticas americanas mais cautelosas.

É o que mostra um artigo do site da Janes que comenta as declarações de uma autoridade sobre as mudanças na forma de aquisição do futuro treinador americano, o programa TX. Dessa vez a Força Aérea pretende estar mais próxima da indústria para diminuir o tempo de desenvolvimento e, consequentemente, poupar recursos.

Pelo que entendi do texto, a ideia é que a indústria deva deixar claro no inicio do processo a relação custo-capacidade para que a força possa analisar e, se conveniente, alterar as exigências da sua solicitação de propostas.

Em uma matéria da Flight Global publicada dias antes também foi comentado essas declarações. Deborah Lee James, a autoridade em questão, exemplificou da seguinte forma essa questão do critério custo-capacidade em um cenário hipotético:

Digamos que o requisito para o novo treinador seja voar 500 mph, mas descobriu-se que poderíamos economizar significativamente se o requisito fosse alterado par 450 mph. Talvez seja melhor modificar essa exigência.

Parabéns! Pelo visto a USAF levou anos e gastou bilhões para entender o que qualquer criança pobre entende ainda cedo: Nem sempre podemos ter as coisas como queremos mas podemos nos adaptar a aquilo que nos é oferecido.