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De novo a velha história


Um helicóptero, modelo EC 145, no valor de R$ 35 milhões, adquirido pelo governo de Minas Gerais em maio de 2014, está parado em um hangar do Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte. A situação foi confirmada nesta sexta-feira (9) durante a posse do novo comando da corporação.

O ex-comandante-geral da instituição, o coronel Ivan Gamaliel, disse em entrevista à Rádio CBN que a aeronave ainda não foi utilizada porque há falta de médicos e enfermeiros especializados neste tipo de resgate.

"Final de exercício, tivemos dificuldade por causa da mudança de governo. Mas os profissionais do Corpo de Bombeiros estão todos treinados e preparados para atuar na aeronave. Agora só há esta pequena mínima em relação aos profissionais da área de saúde", explicou.

O helicóptero havia sido comprado da empresa Helibrás, localizada em Itajubá, no Sul de Minas Gerais. Ele seria usado para a Copa do Mundo, segundo informou a Secretaria de Estado de Saúde (SES) no dia em que foi entregue.

"Depois do Mundial, o veículo será integrado ao serviço aeromédico criado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) e pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, que ficará responsável por sua operacionalização", dizia a nota da Agência de Notícias do Governo de Minas Gerais (Agência Minas) em maio de 2014. O objetivo do helicóptero seria auxiliar no resgate às vítimas de acidentes, transporte de órgãos e tecidos destinados a transplantes, além de dar apoio em casos de catástrofes como enchentes.

O novo comandante do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, coronel Luiz Henrique Gualberto, empossado nesta sexta-feira, disse que já está ciente do caso e que vai se empenhar para que a aeronave seja colocada em operação o mais breve possível.

A aeronave, modelo EC 145, é a primeira do país preparada para atendimento aeromédico, segundo a Helibrás. Ele tem capacidade para até para transportar duas macas com dois pacientes, médico, enfermeiro, tripulante operacional dos bombeiros, um piloto e um co-piloto.

Também há dispositivo para rapel, farol de busca e pouso, além de sistema de diminuição de ruídos. Além do atendimento inter-hospitalar, a aeronave será destinada ao atendimento primário e secundário e é totalmente equipado para prover Suporte Avançado de Vida, além de transporte de órgãos e tecidos para transplantes e apoio à Força Estadual de Saúde em casos de catástrofes no território mineiro.

Um integrante da corporação que preferiu não se identificar disse que o helicóptero não participou de nenhuma missão até agora. "Ele saiu do chão em voos de treinamento, mas nunca participou de ocorrências", contou. O Corpo de Bombeiros em Belo Horizonte possui duas outras aeronaves, já em operação. "A gente precisaria de pelo menos quatro [helicópteros] iguais a este novo para atender 100% das ocorrências que chegam até nós", desabafou.

Efetivo

O reforço da estrutura e o aumento do contingente dos bombeiros em Minas Gerais foram mencionados no discurso de posse do coronel Luiz Henrique Gualberto. "Estamos presentes em 58 municípios, contando com um efetivo de 6.280 militares e dispondo de 1.100 viaturas. Para completarmos o atual efetivo, necessitamos, conforme a legislação vigente, de incorporar pelo menos mais 1.720 militares”, disse o coronel.

A Secretaria de Estado de Saúde foi procurada pelo G1, mas ainda não se posicionou sobre o assunto.

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