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A Airbus entregou nesta segunda-feira (22) seu primeiro novo jato de médio porte A350 para a companhia aérea Qatar Airways. A direção da fabricante afirmou que foi “um dia histórico” para a empresa. O jato de médio porte foi projetado para competir com os modelos 787 e 777 da Boeing.

A entrega da aeronave aconteceu na fábrica de Toulouse, na França, 10 dias depois do previsto. O atraso ocorreu por a Qatar Airways ter tido problemas com um dos fornecedores de itens como assentos e compartimentos. A companhia comprou esses acessórios de terceiros.

“Hoje é mais do que um dia fabuloso: é um dia histórico para a Airbus”, declarou o presidente-executivo da empresa, Fabrice Bregier.

O avião de longo percurso de nova geração é equipado com motores Trent XWB, da Rolls-Royce, e tem fuselagem de fibra de carbono composta. A aeronave pode levar 315 passageiros a distâncias de 14,5 mil quilômetros. A fabricante europeia investiu entre R$ 30 e 36 bilhões no desenvolvimento do avião.

Futuro da Airbus em jogo

O novo aparelho é crucial para a Airbus, que espera consolidar a presença no lucrativo mercado de longos percursos de média capacidade (de 250 a 400 passageiros). A expectativa é de que, em 20 anos, a demanda por esse tipo de avião chegue a 7,8 mil exemplares.

“Marcamos a conclusão de um projeto de uma década”, destacou o diretor-geral da Qatar Airways, Akbar al-Baker. A companhia, criada há 17 anos, encomendou 80 aparelhos A350, que se somam aos 145 da frota da empresa. A Qatar Airways voa para 146 destinos e vai inaugurar o novo avião no dia 15 de janeiro, em um voo de Doha para Frankfurt.

O A350 faz menos barulho e renova o ar da cabine a cada dois a três minutos. Também tem mais espaço interno e janelas maiores. Por ser mais leve, consome menos combustível.

Fim do A380?

A Airbus aproveitou a ocasião para dissipar as especulações sobre o futuro do superjumbo A380. Bregier disse que a aeronave precisa de um impulso nas vendas, mas descartou a possibilidade de seu cancelamento, em um momento em que a aeronave está prestes a atingir o equilíbrio financeiro.

Foi o diretor financeiro da própria Airbus, Harald Wilhelm, quem deu início às especulações sobre o futuro do projeto, ao declarar que o avião se manteria em ponto de equilíbrio até 2018, tanto se a Airbus decidir atualizá-lo quanto se optar por "descontinuá-lo".

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