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De novo esta história?

Repare que não parece ser o perfil de um Su-25

Moscou - O Comitê de Instrução (CI) da Rússia declarou nesta quarta-feira que um caça ucraniano modelo Si-25 "pode ter derrubado" em 17 de julho o Boeing da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia, região controlada pelas milícias separatistas pró-russas, incidente que matou as 298 pessoas a bordo.

Segundo o porta-voz do CI, Vladimir Markin, os investigadores chegaram a essa conclusão após ouvir o depoimento de um militar ucraniano que "abandonou voluntariamente sua unidade e entrou no território da Rússia".

Em suas declarações, disse que "o avião de passageiros Boeing-777 que fazia o voo MH-17 pode ter sido derrubado por um avião militar Su-25 da Força Aérea da Ucrânia pilotado pelo capitão Voloshin".

Veja como é um Su-25 visto de cima pelo Google Maps

O porta-voz do CI acrescentou que a identidade do militar ucraniano que deu esta informação está sendo mantida em sigilo para garantir sua segurança.

"Por quanto a testemunha pode correr perigo, a instrução estuda a possibilidade de incorporá-lo ao programa estatal de proteção de testemunhas", explicou.

Segundo Markin, "os fatos e dados que a testemunha tem e que narrou claramente, sem se confundir, convenceram os investigadores de que suas declarações são verazes, o que, a propósito, foi ratificado pelo teste do polígrafo".

O voo MH17 da Maylasia Airlines fazia a rota entre Amsterdã - Kuala Lumpur e sobrevoava o leste da Ucrânia quando foi abatido, supostamente por um míssil dos rebeldes ucranianos pró-Rússia.

Os destroços do Boeing caíram em na área controlada pelas milícias separatistas pró-russas.

As autoridades ucranianas acusaram os separatistas, que, por sua vez, negaram possuir armamento capaz de abater um alvo na altura em que o avião da Malaysia Airlines voava.


Nota: Anteriormente a Russia divulgou imagens de um caça ucraniano perto do voo da Malaysia, que no entanto não pareciam ser de um Su-25. Lembrando que o teto de serviço dessa aeronave fica abaixo da altitude em que operava o Boeing. Esta semana, o Voz da Russia insistiu nessa versão, alegando quem um Su-25 retornou a base em que operava sem os mísseis ar-ar que carregava. Lembrando que se trata de uma aeronave de ataque e que normalmente transporta cargas para serem despejadas no solo. Porque um Su-25 carregaria misseis se os rebeldes não estariam operando aeronaves naquela época?
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