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Quebrando todas as telhas


Um avião caiu e deixou duas pessoas feridas na manhã deste sábado, no Bairro Jardim Montanhês, na Região Noroeste de Belo Horizonte. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a aeronave atingiu o telhado da residência número 72 na Rua Lorena, esquina com a Rua Belo Vale, próximo à Avenida Pedro II.

Os militares informaram ainda que o piloto do monomotor prefixo PU-ILS, Carlos Almeida Cunha Filgueras, de 64 anos, e o passageiro, Guilherme Campos Vieira, de 48, sofreram ferimentos leves e foram socorridos por vizinhos do local do acidente. Ambos deram entrada no Hospital João XXIII. Houve princípio de incêndio na aeronave, porém as chamas foram controladas pelo bombeiros.



O caminhoneiro Igor Savino chegou ao local pouco depois da queda do equipamento e ajudou a socorrer os ocupantes do monomotor. O homem contou que os motores do avião teriam parado de funcionar e o piloto tentou retornar ao Aeroporto Carlos Prates, de onde levantou voo, mas acabou colidindo no telhado da residência. Savino mora na Rua Artur Haas, próximo à região do acidente.

O microempresário Fábio Pereira Gomes Lopes contou que ouviu o barulho do impacto do monomotor. Ele também estava na Rua Artur Haas no momento do acidente e ajudou a socorrer às vítimas. "Nós entramos na casa e subimos no telhado com uma escada. Depois eu deixei uma mangueira ligada em cima do avião para não pegar fogo porque o combustível estava vazando", disse.


O sargento Rogério Viana, do 3º Batalhão, informou que o piloto retornava de um voo antes de colidir no telhado. Com o impacto da batida, a cobertura ficou comprometida, porém não houve danos à estrutura do imóvel. 

O dono residência, Márcio José da Silva, de 65, disse que estava na rua Belo Vale, quando percebeu que o avião voava baixo. Entretanto, o aposentado, que reside no bairro desde a infância, não acreditou que o monomotor pudesse cair sobre o imóvel onde ele mora com a esposa, Ângela Silva, e uma filha. “Foi um susto enorme e corri para ver o que estava acontecendo. O piloto e o aluno saíram de lá com a ajuda dos vizinhos. A rua estava”.

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A mulher limpava a copa da residência e a filha se encontrava em um dos quartos da construção antes da queda do avião. Ângela disse que teve medo de acontecer uma tragédia.

Fernando Oliveira, representante Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), foi ao local da ocorrência e disse que o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) vai investigar as causas do acidente. De acordo com Oliveira, a aeronave está com os documentos em dia e tem permissão para voar. Um guincho particular foi acionado para retirar o avião do telhado da casa.

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