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Nunca se entenderam...


O exército do Azerbaijão derrubou nesta quarta-feira um helicóptero militar MI-24 das forças separatistas de Nagorno Karabakh, região armênia cuja soberania é disputada por ambos os países desde 1988, informou o Ministério da Defesa.

Segundo o comunicado oficial do órgão, a aeronave atacou as posições do exército azerbaijano na linha de separação às 12h45 (7h45 em Brasília), por isso foi abatido pelas baterias antiaéreas.

"Ao efetuar uma manobra, a aviação inimiga tomou rumo de ataque, tentando atacar as nossas posições", informou a nota militar. Aparentemente, o helicóptero caiu a 500 metros da linha de separação, do lado azerbaijano da região de Agdam ocupada pelas forças separatistas desde o cessar-fogo de 1994.

"Durante os últimos exercícios militares realizados pelas Forças Armadas da Armênia, a aviação inimiga passou três dias efetuando voos de caráter provocativo na zona divisória à frente", acrescentou o texto.

Para o governo do Azerbaijão, se não há autorização oficial, todo aparelho que sobrevoe as zonas ocupadas pelos separatistas e o território de Nagorno Karabakh está violando o seu espaço aéreo.

Segundo os dados preliminares divulgados pela imprensa armênia, três tripulantes morreram. Enquanto isso, as autoridades separatistas de Nagorno Karabakh informaram que seu helicóptero participava de um exercício de instrução. Embora tenham reconhecido que o MI-24 sobrevoava uma zona muito próxima à linha divisória, as autoridades separatistas acusaram à parte azerbaijana de violar o cessar-fogo.

Segundo fontes, este incidente é considerado o mais grave com participação da aviação militar ocorrido nos últimos 20 anos na região, uma das mais militarizadas do mundo.

Diariamente, franco-atiradores localizados em ambos os lados da fronteira disparam contra alvos em território inimigo, deixando, anualmente, um número indeterminado de soldados mortos.

Recentemente, os presidentes da Armênia, Serge Sargsian, e do Azerbaijão, Ilham Aliyev, retomaram o diálogo sobre Nagorno Karabakh durante uma cúpula organizada em Paris pelo presidente francês, François Hollande.

O conflito entre os dois países vizinhos remonta os tempos da antiga União Soviética, quando o território azerbaijano de Nagorno Karabakh pediu incorporação à Armênia, provocando uma sangrenta guerra que causou 25 mil mortes.

As tropas de ambos os países ocupam toda a região e outros sete distritos, que se uniram à Armênia e criaram uma "faixa de segurança" que representa um terço do território azerbaijano.


O Outro lado

A Armênia advertiu o Azerbaijão que o abatimento de um helicóptero militar das forças separatistas de Nargorno Karabakh terá "consequências dolorosas".

"É uma provocação sem precedentes que conduz a uma escalada da situação. As consequências para a parte azerbaijana serão muito dolorosas", afirmou Artsrun Hovhannisyan, porta-voz do Ministério da Defesa armênio, em comunicado.

O responsável armênio tachou de "disparates" os argumentos do Azerbaijão de que o helicóptero "atacou as posições das Forças Armadas do Azerbaijão". "A investigação dos destroços confirma que o helicóptero não dispunha de equipamentos militares", precisou.

Segundo o Ministério da Defesa do Azerbaijão, o aparelho atacou as posições na linha de separação entre ambos os grupos às 12h45 local (6h45, em Brasília), por isso que foi abatido pelas baterias antiaéreas.

Aparentemente, o helicóptero caiu a 500 metros da linha de separação entre ambos os grupos, na zona da região azerbaijana de Agdam, ocupada pelas forças separatistas do Karabakh desde o cessar-fogo de 1994.

"Durante os últimos exercícios militares das Forças Armadas da Armênia, a aviação inimiga está há três dias efetuando voos a fim de provocar na zona divisória à frente", acrescenta. O ministro da Defesa azerbaijano, Zakir Gasanov, decretou hoje que seja condecorado o soldado que derrubou o aparelho inimigo.

Baku considera que, se não houver autorização oficial, todo aparelho que sobrevoar as zonas ocupadas pelos separatistas e território de Nagorno Karabakh viola o espaço aéreo azerbaijano. Segundo dados provisórios divulgados por meios de comunicação armênios, três tripulantes morreram após a queda do helicóptero.

Enquanto isso, as autoridades separatistas do enclave armênio de Nagorno Karabakh precisaram que seu helicóptero participava de um exercício de instrução. Embora reconheçam que o MI-24 sobrevoava uma zona muito próxima da linha de frente, a parte azerbaijana foi acusada de violar o cessar-fogo na zona, uma das mais militarizadas do mundo.

Alguns analistas consideram que trata-se do incidente mais grave com participação da aviação militar ocorrido desde a declaração do cessar-fogo em 1994. Recentemente os presidentes da Armênia, Serj Sargsyan, e Azerbaijão, Ilham Aliyev, retomaram o diálogo sobre Nagorno Karabakh durante uma cúpula organizada em Paris pelo presidente francês, François Hollande.

O conflito entre os dois países vizinhos do Cáucaso Sul se remonta aos tempos da antiga União Soviética, quando o território azerbaijano de Nagorno Karabakh pediu sua incorporação à vizinha Armênia, algo que causou uma guerra que deixou cerca de 25 mil mortos

Com informações da EFE
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