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Oh! Dúvida cruel.


A Gol, maior companhia aérea do Brasil, analisa a encomenda de 20 jatos da Boeing Co. de corredor único ou da segunda geração de aeronaves regionais da Embraer SA para substituir aeronaves mais antigas, disseram quatro fontes familiarizadas com o assunto. O negócio poderá chegar a US$ 1,7 bilhão.

Os 20 aviões provavelmente seriam adquiridos por meio de leasing, disse uma das fontes, que pediu para não ser identificada porque os detalhes não são públicos. A Gol, formalmente conhecida como Gol Linhas Aéreas Inteligentes SA, pode tomar uma decisão até o final do primeiro trimestre, disse a fonte.

A escolha está entre o 737 Max 7 atualizado, da Boeing, e os maiores aviões da família de jatos E2 atualizada, da Embraer, disseram três das fontes. A Embraer, fabricante de aviões brasileira mais conhecida por suas aeronaves regionais, está preparando o novo E195-E2 para operar nas principais rotas das companhias aéreas. Os aviões da Boeing e da Embraer transportariam, cada um, 130 a 140 passageiros.

Para a Boeing, que tem sede em Chicago, um negócio com a Gol representaria um impulso ao Max 7, que tem enfrentado dificuldades porque as companhias aéreas estão optando por modelos de fuselagem estreita maiores e mais eficientes. Esta seria a primeira venda do Max 7 fechada pela Boeing em mais de um ano e apenas a terceira que a fabricante de aviões realizou do menor de seus 737 reformulados.

A Gol atualmente tem uma frota totalmente composta por aviões da Boeing. Uma vitória da Embraer seria um triunfo doméstico, porque apenas uma das quatro companhias aéreas do Brasil utiliza seus aviões.

Marc Birtel, porta-voz da Boeing, preferiu não comentar, citando uma política de não discutir sobre clientes. Por e-mail, a Gol, que tem sede em São Paulo, preferiu não comentar a respeito de aquisições de frota, assim como a Embraer, que tem sede em São José dos Campos.
Preços de tabela

A Gol está buscando aviões na faixa dos 140 assentos para substituir alguns de seus 737-700. A companhia aérea preferiria manter uma frota de uma única fabricante, disse o diretor financeiro Edmar Lopes em entrevista, em 7 de setembro, na sede da Bloomberg, em Nova York. "Mas vamos avaliar", disse Lopes.

O pedido por 20 jatos Max 7 sairia por cerca de US$ 1,7 bilhão pelo preço de tabela, contra cerca de US$ 1,2 bilhão pelo jato da Embraer, sem considerar os descontos tradicionalmente oferecidos pelas fabricantes. Até a próxima década, a Gol deverá receber entregas de 60 aviões 737 Max 8 maiores com motores atualizados.

A família E-2 da Embraer tem superado em vendas os aviões menores da Boeing e da Airbus Group NV entre os compradores de jatos de corredor único com capacidade para 150 passageiros ou menos. O A319neo da Airbus e o Max 7 são considerados mais caros e pesados porque foram projetados para serem alongados, transformando-se em variações que podem transportar mais pessoas e malas.

O Max 7 pode transportar 126 a 140 pessoas e tem um peso máximo de decolagem de 159.500 libras (72.300 quilos), segundo o site da Boeing. O E195-E2 pode transportar até 144 passageiros e tem um peso máximo para decolagem de 129.411 libras, disse o vice-presidente da Embraer, Claudio Cammelier, em entrevista, no início deste ano.

A Boeing tem 55 encomendas do Max 7 de dois clientes, Southwest Airlines Co. e WestJet Airlines Ltd., dentre 2.295 pedidos da família Max registrados pela maior fabricante de aviões do mundo. As entregas do Max 7 deverão começar em 2019, mesmo ano que a Embraer pretende começar a entregar o E195 E2.

Bol


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