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Guerra fria no ar

Foto meramente ilustrativa
A Otan anunciou nesta quarta-feira a realização de várias intervenções aéreas nos últimos dias após detectar uma intensa atividade de aeronaves russas no espaço aéreo europeu. Aviões dos países da Aliança Atlântica sobrevoaram quatro áreas diferentes em missões de interceptação contra quatro grupos de aviões militares russos que realizavam manobras no espaço aéreo do Mar Báltico, do Mar do Norte e do Mar Negro, informou a Otan em um comunicado.

Os voos de aviões militares russos rastreados pela Otan constituem "uma intensa e pouco comum atividade no espaço aéreo europeu", indicou o comunicado, acrescentando que, em dois dias, foram detectados pelo menos 26 aviões militares russos.

De acordo com o texto, os aviões dos aliados da Otan avistaram bombardeiros Tu-95, caças Su-27, MiG-31, Su-34, Su-27, Su-24 e quatro aviões-tanque Il-78. A maior operação da Otan mobilizou aviões de três países da aliança após a detecção de oito aeronaves russas em formação sobre o Atlântico.Aviões noruegueses foram ao encontro desse grupo. Seis aeronaves russas recuaram, enquanto dois bombardeiros seguiram caminho.

Em seguida, aviões da Royal Air Force britânica (RAF) decolaram para escoltá-los. A missão foi repassada para a Força Aérea de Portugal. Os aviões russos foram, enfim, conduzidos ao Reino Unido, onde a RAF e os noruegueses assumiram o controle.

Segundo a Otan, os aviões russos não informaram seus planos de voo e não houve contato com as autoridades aéreas civis, "o que representa um risco potencial aos aviões civis".

Uma outra operação foi realizada pela aviação turca sobre o Mar Negro para monitorar um grupo de quatro aviões, enquanto aeronaves alemãs entraram em ação na terça-feira para acompanhar um grupo de sete caças russos no Báltico.

"O deslocamento e a interceptação são procedimentos padrão quando um avião não identificado se aproxima do espaço aéreo da Otan", indica o comunicado segundo o qual a Aliança realizou cerca de cem interceptações de aviões russos desde o início do ano, "três vezes mais do que em 2013". O comunicado não faz referência à crise na Ucrânia.

AFP
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