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O pequeno avião Cessna 152, de matrícula CS-AYH, acaba de ser retirado do fundo do mar, em Sagres, e a esta hora segue num camião da Câmara de Vila do Bispo para o Aeródromo Municipal de Portimão, de onde depois será enviado para Viseu.



A avioneta, bastante destruída como se pode ver nas fotos que o Sul Informação aqui publica, chegou ao Porto da Baleeira, em Sagres, cerca das 18h30, depois de ter sido posto a flutuar com a ajuda de balões instalados na aeronave afundada por mergulhadores forenses da Polícia Marítima.


Toda a parte dianteira do Cessna está destruída ou desapareceu, mantendo-se apenas agarrada à fuselagem uma das asas, embora muito danificada. A matrícula ainda é bem visível, bem como a menção ao Aero Clube de Portimão, proprietário do avião.


Foi ainda recuperado um casaco bem como uns auscultadores que se presume serem do piloto, um homem português de 74 anos, natural da Mexilhoeira Grande (Portimão) e emigrante no Canadá, cujo corpo continua por encontrar e que se presume estar morto.


A avioneta, que ontem foi descoberta pelos sonares de varrimento lateral numa zona duas milhas a Sul de Sagres a uma profundidade entre os 26 e os 30 metros, foi posta a flutuar, à tona da água, pelas 17h30, tendo depois sido rebocada, com todos os cuidados até à Baleeira, pelo salva-vidas «Diligente».

Aí, os destroços do avião foram colocados no cais junto à Docapesca por uma grua, onde eram aguardados por elementos da Polícia Marítima e da Câmara de Vila do Bispo, bem como por investigadores oficiais e da seguradora, pelo proprietário da aeronave e pelo presidente da autarquia.


Foram depois carregados para um camião daquela Câmara Municipal, que os transportou para o Aeródromo de Portimão, sob a supervisão do diretor do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA) Álvaro Neves.


A avioneta vai agora «aguardar investigação», para tentar determinar as causas e circunstâncias do acidente, que se deu na manhã de sexta-feira passada, dia 12.


Segundo revelou Álvaro Neves ao Sul Informação, o transporte da aeronave para Viseu, onde se encontra o serviço de investigação do GPIAA, ainda não tem data agendada, embora se queira célere. «Não sei se haverá condições para o transportar já amanhã. Espero que seja possível fazê-lo nos próximos dias», disse.


A partir do momento em que seja entregue a um dos investigadores desta entidade, especialistas neste tipo de diligência, será «apurada a causa principal deste acidente» e redigido um relatório final. «Todos os acidentes têm mais do que uma causa. Mas há uma que é a principal, que nos indica todas as outras. Este é um trabalho difícil, daí ter de ser feitos por técnicos altamente especializados», referiu.


Assim, não é possível, para já, apontar um prazo para a conclusão das investigações. Certo é que já está dado o primeiro passo, a recuperação do avião, como demonstram as fotografias captadas pelo fotógrafo Armindo Vicente, para o Sul Informação:









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