Pak Fa: Um cheque em branco dado pela Índia?


No último dia 04 um artigo do site da Janes chamava a atenção para o fato de que os indianos não estariam felizes com o progresso do caça de 5ª geração desenvolvido em parceria com os russos.

Segundo o texto, a Força Aérea Indiana considerava inadequada a adoção dos motores AL-41F1, questionava algumas características furtivas e do sistema de transporte de armas. Haveriam também preocupações sobre a capacidade do radar Byelka AESA, bem como sobre custos e atrasos no projeto, além da falta de acesso e compartilhamento de informações.

Sendo uma empresa americana, publicações da Janes falando mal de equipamento russo poderiam ser vistas como ressalvas. Porém, uma matéria de hoje do site indiano IDRW confirma que esta parceria tem problemas.

O site já havia denunciado em junho deste ano a falta de acesso a informações do projeto. Ele cita como exemplo que, apesar de uma equipe indiana estar na Russia desde da ocasião do incêndio que afetou um dos protótipos do caça, passados três meses a equipe ainda não teve acesso a aeronave, tão pouco sabe as verdadeiras causas do incêndio.

O site questiona a pequena participação que terá a empresa indiana HAL apesar do volume que será financiado, questiona também a pouca transferência de tecnologia e o não pagamento de Royalties no caso de exportações para outros países.

Algo semelhante aconteceu no caso do Sukhoi 30 MKI, desenvolvido em grande parte pelo financiamento indiano mas que somente pequenos contratos de manutenção e treinamento podem ser reivindicados pela Índia.

O IDRW pergunta se o mesmo não acontecerá com o PAK FA, onde pilotos indianos  nem se quer tem permissão para realizar voos de teste na Russia. Ao contrário, por exemplo, do programa de aquisição do MMRCA indiano, onde cada aeronave concorrente foi testada exaustivamente em diversas condições pelo contratante.

O site alega que o primeiro protótipo do PAK FA só será entregue à Índia depois que a mesma transferir fundos para a Russia começar a construir a variante que será utilizada com outros requisitos pela Força Aérea Indiana.

Finalizando, o site propõe que seria muito melhor para a Índia a saída desse Joint Venture e o financiamento somente da versão indiana, pelas razões já expostas.

E você? O que acha? Parceria com os Russos é fria? Leia a matéria original e tire suas conclusões.