Greve da Air France


O presidente da companhia aérea Air France garantiu, neste sábado (13), que pelo menos 60% dos voos deverão ser afetados na segunda-feira, quando se inicia uma greve dos pilotos da empresa. Os profissionais contestam a estratégia de desenvolvimento da companhia de baixo custo Transavia, que pertence à Air France.

O sindicato majoritário dos pilotos, SNPL, convocou a greve de 15 a 22 de setembro. O segundo maior sindicato, Spaf, prometeu manter a mobilização até o dia 18. Se a paralisação durar uma semana, será a maior desde 1998.

 “Assim que um voo for cancelado, os passageiros serão informados. Pedimos para os clientes modificarem suas passagens, na medida do possível, para evitar esse período de incertezas”, disse Frédéric Gagey, presidente da companhia aérea.

Gagey lamentou o incômodo da mobilização social para os passageiros e disse que avalia o custo da greve entre 10 a 15 milhões de euros (R$ 30 a 45 milhões). O presidente ressaltou que as negociações com os sindicatos continuam durante o fim de semana, “para tentar encontrar um caminho para sair dessa situação”.

Baixo custo

Os pilotos reclamam das condições de desenvolvimento da Transavia, foco da estratégia da Air France-KLM para concorrer com as companhias “low cost”, que têm cada vez mais sucesso na Europa. A empresa pretende aumentar a frota da Transavia de 14 para 37 aviões em cinco anos e ampliar as bases da companhia para outros países além da França e a Holanda.

Enquanto isso, um plano de demissão voluntária almeja a saída de 200 pilotos da Air France. Os funcionários desejam que todos os pilotos de aviões com mais de 100 passageiros da Air France, Transavia ou Hop! (que realiza voos regionais) tenham o mesmo contrato de trabalho. A direção da Air France, porém, quer que a remuneração e as condições de trabalho dos pilotos da Transavia sejam adaptadas às especificidades das operações da companhia, que dispõe de menos tempo entre os voos.