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E o Anfíbio brasileiro?


O anfíbio brasileiro vai muito bem, obrigado. Amanhã, por exemplo, a Golden Flyer Construções Aeronáuticas Ltda (SEAMAX) realiza evento de apresentação e recebimento da certificação ALE/LSA no Brasil para suas aeronaves anfíbias. Serão apresentadas as duas aeronaves certificadas, uma de asas fixas, a SEAMAX M22 e, a outra de asas dobráveis, a SEAMAX M22 FW, a primeira lançada no mercado brasileiro.

A cerimônia conta com a presença do prefeito da cidade, Vanderlei Borges de Carvalho, entre outras autoridades locais, regionais, estaduais e federais que acontece dia 19/09, às 9h00, no espaço social do aeroclube local.

A aeronave Seamax M22 de asas fixas, projetada por Miguel Rosário, já é um modelo reconhecido mundialmente e passa agora a ter companhia do modelo de asas dobráveis. Ambas as aeronaves tiveram a sua produção reativada a partir de uma restruturação da empresa com a entrada de novos sócios, reposição de quadro funcional administrativo e de produção. 

Esta mudança é liderada por Gilberto Trivelato, Chief Executive Officer (CEO), doutor em Engenharia e Tecnologias Espaciais, com larga experiência profissional no INPE, Embraer, Mectron Odebrecht e Homine Informática Tecnologia e Educação, que estabeleceu como objetivo inicial a obtenção da certificação na ANAC e como meta preparar a empresa para desenvolver produtos na nova categoria em definição tanto na FAA como na ANAC no projeto IBR2020.


Para liderar a produção, com o aumento do quadro de pessoal, treinamento de mão de obra e reorganização, a empresa trouxe Dagoberto Hadad que tem como muitos anos de experiência em produção e suporte técnico na Embraer e, para liderar a certificação, a empresa conta com o experiente engenheiro aeronáutico Walter de Castro, que já vinha trabalhando há mais de dois anos no processo de certificação.

O know-how adquirido pelos mais de 10 anos faz dos aviões SEAMAX M22 um projeto consolidado com mais de 138 aeronaves vendidas, 125 entregues e voando em mais de 40 países. Hoje existem aeronaves SEAMAX voando nos EUA, Canadá, México, Argentina, Panamá, Portugal, Espanha, Suécia, Itália, França, Inglaterra, Taiwan, Croácia, Letônia, Finlândia, Nova Zelândia, Austrália e Rússia.

O CEO Gilberto Trivelato destaca que “só é possível ter uma indústria aeronáutica exportadora se ela obtém e mantem suas certificações nas agências internacionais (FAA, EASA) e, para isso existir, é necessário que o país tenha agências equivalentes (ANAC) e mantenha convênios com este outros países. 

Desta forma, para a existência e manutenção da indústria aeronáutica nacional, especialmente de médio porte, é fundamental o investimento governamental na ANAC e em institutos de pesquisa e universidades para a formação de quadros e estabelecimento do arcabouço de normas e regulamentos para todo o segmento aeronáutico incluindo pessoal, transporte aéreo, produção e manutenção de aeronaves”.


A certificação aeronáutica no Brasil

O Brasil tem um longo histórico de certificação aeronáutica através de IFI/DCTA, desenvolvido principalmente para as aeronaves da FAB e EMBRAER, que posteriormente estabeleceu as bases para a criação da ANAC. A agência reguladora estabeleceu os critérios para certificação na categoria ALE e, ainda em 2012, promoveu evento para atualização regulamentar de aeronaves Leves Esportivas dos engenheiros já cadastrados. Recentemente, em 03 de julho, foi publicada a Audiência Pública n°14/2014, que propõe a criação do programa iBR2020. 

Segundo a ANAC, “a implementação do projeto visa incentivar a atividade de certificação de projetos de aeronaves de pequeno porte que ultrapassam as características das aeronaves leves esportivas, bem como propiciar um ambiente de maior conhecimento em certificação de projetos de aviões de pequeno porte no País”. Este projeto é essencial para a manutenção da indústria aeronáutica nacional de pequeno porte.


Polo Aeronáutico em São João da Boa Vista

O esforço e toda estrutura oferecida pela prefeitura de São João da Boa Vista, em prol da criação do polo aeronáutico na região, tem andado a passos largos, considerando que em um primeiro momento implantadas duas empresas de aeronáutica na cidade.

O segundo passo que a prefeitura dá agora é com o projeto de lei que altera a lei anterior de 2009. Além das vantagens anteriores oferecidas pela prefeitura, o novo projeto de lei da prefeitura, pretende desapropriar áreas para posterior doação, precedida por cessão onerosa, para a instalação de novas empresas ou ampliação das já existentes do setor. 

A proposta é atender o desenvolvimento socioeconômico do aeroporto e do parque industrial da cidade, onde fica a fábrica da Seamax Brazil. A responsabilidade da doação dos terrenos ficará com o Conselho Municipal de Desenvolvimento, que analisará a concessão do local e a construção da estrutura do polo.

No projeto de lei ainda está previsto no seu artigo 6º, a entrega do plano de obras e investimentos a serem realizados pela empresa cessionária como área construída mínima de 25% da área total, início de obras em até seis meses e início das atividades em no máximo 24 meses da publicação da lei de doação.

Iniciativas do prefeito de São João da Boa Vista

O prefeito Vanderlei Borges de Carvalho foi recebido em audiência pelo ministro chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, em Brasília no mês de março deste ano, juntamente com Amélia Queiroz da Assessoria Municipal  de Planejamento e Desenvolvimento. 

Na ocasião, o prefeito apresentou um estudo sobre o desenvolvimento estratégico do Aeroporto de São João da Boa Vista, no qual se destaca o potencial da cidade para se tornar polo aeronáutico. Carvalho também pediu ao ministro a inclusão de São João no Programa de Investimentos em Logística para Aeroportos, cuja primeira fase contemplou 270 municípios.

Através deste programa o governo federal realiza melhorias nas instalações, ampliação de pista, construção de terminais e agregação dos aeroportos regionais à rede de transporte aéreo regular. 

De acordo com o prefeito, o ministro adiantou que são grandes as chances de São João vir a ser incluída nos estudos da próxima fase do programa federal de investimentos em aeroportos regionais.

O evento

Dia: 19 de setembro
Hora: 9h00
Local: Espaço Social do Aeroclube de São João da Boa Vista – SP. 
(Aero Point) no Aeroporto de São João da Boa Vista (SP).
Endereço: Rodovia SP 344 - S.J.B.V./Aguaí – Acesso pelo Km. 219.


Sobre a SEAMAX Brazil

A Golden Flyer Construções Aeronáuticas, produtora do Seamax, é a segunda exportadora de aeronaves do Brasil, pioneira e líder brasileira em projeto, produção e venda de aeronaves esportivas no modelo “anfíbio”. 

A Aeronave possui certificação na categoria Special Light Sport Aircraft – S-LSA na FAA desde 2007 e em diversos países da Europa, sendo um grande sucesso no mundo nesta categoria. A fabricante possui 125 unidades SEAMAX M22 voando no Brasil e em mais de 40 países como: EUA, Canadá, México, Argentina, Panamá, Portugal, Espanha, Suécia, Itália, França, Inglaterra, Taiwan, Croácia, Letônia, Finlândia, Nova Zelândia e Austrália. Mais informações podem ser obtidas pelo site www.seamaxbrazil.com.br.

Com informações de Art Simas - Assessoria de Imprensa
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