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Ainda bem que não tinha trânsito


Na tarde de hoje, 16, um avião que apresentou problemas mecânicos teve que fazer um pouso forçado a 5 km de Arcos. O piloto e também proprietário do avião, Whainne de Castro, estava sozinho e descreveu ao CCO como aconteceu o problema. 

“Eu fui a Divinópolis hoje, estava voltando e, quando estava chegando perto de Arcos, a mangueira do óleo do motor (até novo, 200 horas) arrebentou e na hora já saiu aquela fumaça que caiu no cano de descarga”, descreveu e continuou: 

“Eu vi que a pressão ‘do meu barão’ abaixou muito, vi que não tinha mais como, o motor começou a parar, eu vim pra pouso, vim descendo e tentei pousar numas fazendas, mas estava muito acidentado, e aí seria mais complicado; eu vi a rodovia em baixo e vi que não tinha carro e entrei pra pouso e pousei na rodovia sem motor, sem nada, a 5 km de Arcos, no caminho de Arcos pra Lagoa da Prata, depois do motel”.



O piloto relatou que o tráfego na rodovia estava tranquilo no momento do pouso, mas contou que teve que parar na frente de um caminhão. “Passei por cima dele, tentei pousar atrás do caminhão, mas como eu estava em voo e o caminhão muito lento, eu peguei e passei por cima do caminhão e entrei pra pouso e graças a Deus não aconteceu nada”, descreveu.

Whainne, por já ter experiência com voos, percebeu o problema de imediato. “Na hora que estoura a mangueira, vaza óleo para todo lado, como vazou o óleo tudo, perdeu pressão e começou sair fumaça que cai no cano de descarga, aí pegou e já veio pra pouso mesmo, não tem outro jeito”, relatou.

Após realizar o pouso forçado na rodovia, o piloto resolveu trazer o avião para a cidade de Arcos e solicitou uma empresa de guincho que o buscasse no local. O lugar destinado para que o guincho descesse o avião foi um lote vago na avenida sanitária, trecho I, próximo à moto pista Educar. “Nós trouxemos ele pra cá porque lá [na rodovia] começou a parar gente demais, aí colocamos ele no guincho e trouxemos pra cá”, contou.

Apesar do susto, Whainne afirmou que estava bem e que já passou por momentos como esse por quatro vezes. “Estou bem graças a Deus, passei um sustinho bom, mas estou bem. Esta já é a quarta pane”, destacou.

O piloto também solicitou a um mecânico que fosse ao local para desmontar o avião para fazer o trajeto de volta para casa. “Já está vindo um mecânico pra tirar as asas dele, vamos colocar o charuto dele dentro do avião e as asas vão deitadas debaixo dele, mas para isso, tem que desmontar as asas”, explicou.

O piloto, que reside em Vargem Bonita, próximo à Serra da Canastra, onde é proprietário de uma pousada, contou que sempre faz esse trajeto e tem o avião como passatempo.

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