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Um perdido na LABACE


São duas da tarde da quinta-feira e lá vou eu para o último dia da LABACE 2014. Depois de uma semana corrida, só consegui um tempinho para ir no final da feira. Será que vou pegar a Xepa?

Pela primeira vez vou a um evento de aviação com credencial de imprensa. Não estou acostumado com isto. Pego meu crachá, tomo uma carona em um carrinho que levam os participantes e, dois minutos depois, estou dentro do evento. Até aqui, tudo bem.



Ando alguns metros e dou de cara com o stand da Pratt & Whitney. Meu dedo começa a coçar. Tiro da bolsa a Nikon - comprada um ano antes para fotografar o 747-800 da Lufthansa - e começo a brincar de fotografo sem nenhuma pretensão. Estou aqui para me divertir.


Continuo o meu passeio e encontro a Russian Helicopters com duas maquetes que fariam qualquer criança grande babar. Percebo que o stand está vazio, por isso o expositor não se incomoda com minha entrada para algumas fotos. Sento. Puxo uma cadeira para me posicionar melhor e fico ainda por alguns minutos namorando a miniatura do Kamov. Reparo que o stand continua vazio. Sigo adiante após coletar alguns folhetos.


Circulo pelo pavilhão repleto das mais diversas empresas e organizações do ramo. Avionicos, equipamentos de segurança, manutenção de aeronaves, fornecedores diversos, além de organizações como ANAC, FAB, etc. Fico perdido por alguns instantes me perguntando para onde vou. Reparo que alguns expositores estrangeiros tem uma expressão de "saco cheio" estampada no rosto. Talvez a feira não tenha sido tão boa para eles ou o cansaço do último dia esteja pesando. 


Resolvo encarar o gelo para ver as aeronaves do lado de fora. O tempo esta nublado e feio. A temperatura do dia mais frio do inverno paulista colabora para que a minha mão trema mais do que o normal. 


Começo a ver os protagonistas das minhas postagens. Do Kodiak da matéria sobre o clone do Caravan, ao Pilatus do acidente na Finlândia.


O dedo continua a disparar o obturador da câmera. De vez em quando tenho que respirar fundo para não brigar com aquele chato que resolveu fazer uma pose na frente da aeronave. Fico cinco minutos esperando um cidadão tirar o seu Selfie na frente do Falcon. Quase desisto.


De repente sou abordado por um senhor que me pede para tirar uma foto dele segurando um boné de uma companhia. Mais a frente uma dama pede que eu tire uma foto dela na frente de um Pilatus. Acho que vou largar o ensino e virar fotografo lambe-lambe.


E a tarde vai passando. De click em click, entre uma conversa e outra, entre um avião e outro, vou passeando pela maior feira de aviação da América Latina. Em um dado momento o Stand da TAM começa a tocar a música favorita do meu filho. Confesso que bateu uma tristeza pelo moleque não estar ali. Senti me um traidor por estar me divertindo sozinho. Tudo bem. Não faltaram oportunidades.

No final foram mais de 150 fotos que foram organizadas em dois álbuns na nossa página do Facebook. As fotos não ficaram lá essas coisas, mas se alguém quiser, a parte I está aqui e a II aqui. Inclusive a foto daquela senhora do Pilatus.

Em tempo: Caso alguém sinta-se prejudicado com alguma de nossas fotos, por gentileza, entre em contato para retirarmos da página. 
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