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Só empurrando


O mercado de aviação executiva no Brasil está desaquecido. Segundo o presidente da Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A), Marco Túlio Pellegrini, houve uma redução de 50% na venda de jatos executivos no Brasil no primeiro semestre deste ano frente ao mesmo período do ano passado.

— O jato executivo é uma ferramenta de produtividade, de execução de negócios e intimamente ligado à economia... A economia ficou em compasso de espera.

O Brasil cresceu apenas 0,2% no primeiro trimestre de 2014. No ano, a projeção é de que não passe de 1,5%, de acordo com o Banco Mundial. A instituição afirma que a baixa confiança dos empresários, demanda doméstica fraca e o crédito mais difícil são os responsáveis por esse baixo desempenho.

Além disso, dados divulgados pela Abag (Associação Brasileira de Aviação Geral) mostram que o movimento de aeronaves executivas caiu no ano passado. Segundo o órgão, o número de voos nos 33 maiores aeroportos do setor diminuiu 3,7%.

O diretor geral da Abag, Ricardo Nogueira, explicou que essa queda na movimentação é um indicador da desaceleração da economia. Segundo ele, o gasto com o avião é o último item a chegar em momento de expansão das empresas, mas é um dos primeiros a sair do orçamento em épocas de crise.

Segundo o presidente da Embraer, um pouco deste cenário pode mudar com a realização de fechamento de negócios durante a realização da LABACE (Latin American Business Aviation & Conference), maior feira de aviação executiva da América Latina que acontece de 12 a 14 de agosto, em São Paulo.

Economia americana

As apostas do setor também estão voltadas para o crescimento da economia americana, isso porque os Estados Unidos são os maiores compradores de jatos executivos do mundo.

— Se o mercado americano volta e cresce de forma sustentável, todo o segmento muda porque ele representa 50% (do todo).

No segundo trimestre deste ano, a economia americana teve forte recuperação e cresceu 4%. Uma outra notícia positiva é que em julho o tráfego de aviação executiva nos Estados Unidos aumentou 5% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o presidente da Embraer.

Aviação executiva

No Brasil, existem atualmente 840 aviões executivos, desses 180 são da empresa brasileira. Os números são bem parecidos ao do mercado do México. Mas devido ao crescimento de 140% na aquisição de jatos executivos no País nos últimos cinco anos, a Embraer acredita que o mercado interno ultrapassará o México.

A diferença entre os dois países é de que no Brasil compram-se muito aviões novos, enquanto no México, a aquisição maior é de modelos usados.

A Embraer já fabricou mais de 780 jatos que estão espalhados por 15 países. Nesta terça-feira (12), ela irá lançar na feira Labace o Legacy 500 que está em processo de certificação junto a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), mas já está a venda por cerca de US$ 22 milhões (cerca de R$ 50 milhões).

No terceiro trimestre deste ano, a empresa também irá inaugurar em Igarassu, na região metropolitana do Recife, o primeiro Centro de Serviços Autorizado para a manutenção de linha, inspeções programadas e atendimento remoto dos seguintes modelos de jatos: Phenom 100 e Phenom 300.

Marco Túlio explica que a distribuição dos centros de serviço acontece em função da frota.

— Obviamente se continuar crescendo, nós vamos expandir. Tem que fazer sentido para quem está investindo e para nós.

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