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Poderia ser evitado?


Paris - O ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, afirmou nesta segunda-feira que "é cedo demais" para dizer o que causou o acidente do avião da companhia espanhola Swiftair no Mali, mas disse que diante das más condições meteorológicas, a tripulação pediu para se desviar de sua trajetória e voltar.

"É cedo demais para ter certezas sobre as causas do acidente", ressaltou Fabius em entrevista coletiva dedicada ao voo da Air Algérie (operado pela Swiftair) entre Ouagadogou e Argel que caiu na quinta-feira passada com 118 pessoas a bordo, incluindo os seis membros da tripulação, de nacionalidade espanhola.

Mas acrescentou que o que se sabe "com toda certeza é que nessa noite as condições meteorológicas eram ruins, que a tripulação do avião havia pedido para se desviar e depois retroceder antes que se perdesse o contato" com o aparelho.

Também fez menção a que os fragmentos "pequenos" da aeronave que se encontraram na savana do leste do Mali, estão espalhados por um espaço limitado de 300 metros quadrados e que os restos humanos "estão pulverizados".

Esses elementos dariam a entender que o MD-83 não explodiu durante o voo, e que caiu em grande velocidade contra o chão, o que provocou sua prática desintegração.

A leitura das caixas-pretas, se puderem ser analisadas, deveria ajudar a esclarecer as circunstâncias do ocorrido, tanto a que contêm os parâmetros do voo, como a das gravações das conversas em cabine, que a primeira vista está mais deteriorada.

Na manhã de hoje as caixas-pretas chegaram a Paris, onde estão sendo examinadas por seis engenheiros do órgão oficial francês de acidentes aeronáuticos.

Exame

Atualização em 25/07/2016

Pilotos de avião que caiu no Mali em 2014 não tinham formação necessária

Os pilotos espanhóis do avião da Air Algérie que caiu há dois anos no Mali, deixando 116 mortos, não estavam treinados para fazer as manobras que teriam impedido a catástrofe, denunciou nesta segunda-feira o sindicato espanhol de pilotos Sepla.

O avião que voava da capital de Burkina Faso, Uagadugú, a Argel caiu no dia 24 de julho de 2014 no norte do Mali, com 110 passageiros a bordo, incluindo franceses, burquinenses, libaneses e argelinos e os seis membros espanhóis da tripulação.

O acidente com o McDonnell Douglas MD 83 ocorreu depois que os pilotos não ativaram o sistema anticongelamento diante da obstrução por gelo das sondas de pressão dos motores, o que afetou seu funcionamento, segundo um relatório de investigadores franceses divulgado em abril.

"Os pilotos nunca receberam formação suficiente para reagir a situações similares, apesar de sua ampla experiência", indicou o Sepla em um comunicado.

O sindicato lembrou que outros acidentes aéreos ocorreram por congelamento das sondas e pela falta de formação dos pilotos, sendo o mais conhecido deles o do voo Rio-Paris da Air France em junho de 2009, que caiu no Atlântico matando seus 228 ocupantes.

Também foi uma das principais causas da queda do avião da companhia colombiana West Caribbean Airways sobre a Venezuela em agosto de 2005 (160 mortos).

AFP via IstoÉ
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