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A guerra de informações entre China e Japão

Caça F-15 japonês próximo de avião militar chinês
No fim Maio divulgamos informações de que caças chineses Su-27 teriam se aproximado perigosamente de aviões de patrulha japoneses. No entanto, hoje (12/6) o site CRI divulgou que o Ministério da Defesa Nacional da China refutou a acusação japonesa.

Segundo o site, o porta-voz do Ministério da Defesa Nacional da China, Geng Yansheng, afirmou que o comportamento japonês de distorção dos fatos tem como objetivo enganar a comunidade internacional e denegrir a imagem da China e aumentar a tensão na região.

Geng Yansheng disse que no dia 11 de junho, entre as 10h17 e 10h28, dois aviões japoneses F-15 seguiram um avião chinês Tu-154, mantendo uma distância de 30 metros, quando estes sobrevoavam a Zona de Identidade de Defesa Aérea no Mar Oriental da China, ameaçando gravemente a segurança do avião chinês. E no mesmo dia, os aviões das Forças de Autodefesa japonesas, YS11EB e OP3C, realizaram ações de investigação na Zona de Identidade de Defesa Aérea da China.

Em um esforço para evitar uma nova contingência, dois caças chineses voaram para o espaço aéreo e efetuaram vigilância sobre os dois aviões japoneses a uma distância de 150 e 200 metros. Os pilotos chineses realizaram operações profissionais e normais e mantiveram-se contidos face aos atos provocatórios do Japão.

Segundo Geng Yansheng, os aviões japoneses têm interferido e vigiado os aviões chineses, ameaçando a segurança aérea chinesa, sendo essa a origem dos problemas de segurança marítima e aérea entre China e Japão. O Japão nunca reflectiu nos seus erros e faz frequentemente afirmações irresponsáveis, com segunda intenção. A China mantém os direitos de tomar mais medidas, afirmou Geng Yansheng.

Ainda segundo o site CRI, o porta-voz das Forças Aéreas da China, Shen Jinke, afirmou hoje (12), em Beijing, que um avião chinês apelou ontem aos aviões das Forças de Autodefesa japonesas a se identificarem, tendo enviado sinais de alerta na Zona de Identidade de Defesa Aérea no Mar Oriental da China. O ato, segundo Shen Jinke, corresponde à norma internacional. "Não houve a chamada aproximação anormal", frisou o porta-voz chinês.

Shen Jinke apontou que os aviões japoneses efetuaram, por diversas ocasiões, atividades perigosas na zona de identidade chinesa, inclusive a perseguição dos aviões chineses e a perturbação da sua patrulha. O porta-voz chinês confirmou a continuidade da patrulha das forças aéreas chinesas naquela zona, com o fim de defender os direitos legítimos do país.

Segundo o site G1, o Japão convocou nesta quinta-feira (12) o embaixador da China para protestar contra o perigoso voo de caças chineses perto de aviões japoneses no mar da China Oriental.
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