Pesquise no Site

Separatistas abatem dois helicópteros militares no Leste da Ucrânia

Helicópteros voando baixo sobre Slaviansky (click para ver no Youtube)
As forças de segurança ucranianas lançaram ao início da manhã uma operação para tentar recuperar Slaviansk, cidade no Leste em poder de separatistas pró-russos e onde na semana passada foram capturados observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa. Nos combates, dois helicópteros MI-24 foram abatidos e pelo menos dois militares ucranianos foram mortos.

“Os aparelhos foram abatidos por desconhecidos que usaram MANPADS. Dois militares ucranianos morreram e vários ficaram feridos”, anunciou em comunicado o Ministério da Defesa. Pouco antes, o ministro interino do Interior, Arsen Avakov, usava a sua página no Facebook para acusar os separatistas de terem abatido um helicóptero usando “artilharia pesada”, incluindo “lança-granadas e mísseis portáteis antiaéreos”.

O site RT sugere que este tenha sido o momento da queda de um deles

Correspondentes das agências confirmam combates nos arredores da cidade — um fotógrafo da Reuters diz ter visto mesmo um helicóptero a disparar contra uma alegada posição dos rebeldes e a AFP adianta que os militares ucranianos tomaram um posto de controlo erguido na entrada sul da localidade, posicionando no local vários blindados.
“É um ataque de grande envergadura”, garantiu um porta-voz das forças pró-russas. Viacheslav Ponomariov, autoproclamado presidente da câmara de Slaviansk, disse à agência Interfax que os seus homens tinham abatido dois helicópteros e que um dos pilotos tinha morrido e outro foi preso.

Reagindo à ofensiva, a Rússia afirmou que, “ao utilizar a aviação contra localidades civis, Kiev lança uma operação de represália que destrói a última esperança sobre a viabilidade do acordo de Genebra”. Negociado no mês passado entre os dois países, os EUA e a União Europeia, o entendimento visava o desanuviamento da tensão e previa que todas as forças paramilitares desocupassem os edifícios que tomaram, seja os grupos de extrema-direita que participaram nos protestos em Kiev seja os separatistas pró-russos instalados nos edifícios governamentais nas cidades no Leste.

Merkel reúne-se com Obama

A ofensiva militar, a mais recente tentativa do Exército ucraniano para restabelecer a autoridade no Leste do país, acontece horas depois de a chanceler alemã, Angela Merkel, ter pedido ao Presidente russo que use a sua influência sobre os separatistas para conseguir a libertação dos 11 observadores da OSCE, sete dos quais estrangeiros. Vladmir Putin, por seu lado, insistiu que uma solução para o fim da actual crise só poderá acontecer quando o Exército ucraniano retirar do Leste do país, onde a maioria da população é russófona. Merkel encontra-se também nesta sexta-feira com o Presidente norte-americano, Barack Obama, na primeira reunião entre os dois dirigentes desde o início da crise na Ucrânia.

O que sobrou

Alegando que a integridade territorial ucraniana está em risco, o Presidente interino Oleksander Turchinov assinou quinta-feira um decreto que reintroduz o serviço militar obrigatório, ao mesmo tempo que Kiev reconhecia que é “impotente” para travar a acção dos separatistas que, assegura, estão a ser apoiados por Moscovo.

Há já mais de uma dezena de cidades no Leste onde os manifestantes, alguns dos quais armados e encapuzados, se apoderam dos edifícios do poder — comandos da polícia, sede dos governos regionais e edifícios municipais. Em Donetsk, a maior cidade do Leste e capital de uma autoproclamada república, um grupo apoderou-se quinta-feira da sede da procuradoria, perante a impotência dos polícias que guardavam o edifício.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...