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Para que Harpoon se temos Ivete?


A cantora Ivete Sangalo recebeu o título de madrinha da aeronave Patrulha P-3AM, que pertence ao 1º Esquadrão do 7º Grupo de Aviação, o "Esquadrão Orungan", da Força Aérea Brasileira (FAB). A cerimônia foi realizada na manhã deste sábado (17), na Base Aérea de Salvador, e ela foi recebida ao som de sucessos de carreira tocados pela banda da Aeronáutica.

Como parte do ritual, uma pintura de Ivete vai ser inserida em cada uma das oito aeronaves do "Esquadrão Orugan", inspirada nas pin-ups que viajavam estampadas nos aviões usados na 2ª Guerra Mundial. De acordo com a Aeronáutica, a iniciativa servia para "aumentar a moral das tripulações" na guerra.

A cantora, que estava acompanhada do marido e do filho, chegou a entrar na cabine da aeronave e discursou, emocionada. "Isso é uma condecoração para poucos. Eu nunca imaginei, na minha carreira, ter mais essa alegria, tão diferente de tudo o que eu já vivi. E agora eu vou querer me meter, pintar o avião de oncinha, vai ser uma onda", brinca.

"A Ivete Sangalo tem uma história fantástica de vida, ela é uma guerreira, uma vitoriosa, uma grande cantora, uma grande artista, uma grande estrela da Música Popular Brasileira e da Bahia. A nossa aeronave P-3AM é uma aeronave já estabelecida no cenário brasileiro e mundial, é uma aeronave guerreira e vitoriosa nas missões que ela cumpre", comentou o tenente-coronel Lima Júnior, comandante do esquadrão, responsável por missões de patrulha, de busca de embarcações perdidas no mar e em terra. G1


P3 disparando um Harpoon
Antes tarde do que nunca

A Força Aérea Brasileira iniciou neste ano a negociação para adquirir, pela primeira vez no país, mísseis aéreos capazes de afundar navios e também submarinos (que não estejam submersos). Serão comprados 20 mísseis Harpoon, da norte-americana Boeing: 16 operacionais, do modelo AGM-84L Harpoon Block II, para ataque, e outros quatro, para treinamento.

O Pentágono notificou no último dia 6 o Congresso americano sobre a negociação, com custo estimado de R$ 375 milhões, alegando que o arsenal vai ajudar o Brasil nas “operações de repressão ao crime organizado transfronteiriço” (como pirataria e tráfico de drogas e armas), segurança das fronteiras e proteção de investimentos e recursos na área marítima. A Defesa norte-americana salienta que a venda não vai desestabilizar a balança de poder entre os países na América Latina.

A FAB diz que a venda foi aprovada e não confirma o valor. “A aquisição dos mísseis dá a capacidade de neutralizar alvos marítimos de superfície, como embarcações, inclusive submarinos que não estejam submersos". Não há previsão da chegada dos mísseis ao país.

As tratativas com o governo dos Estados Unidos iniciaram depois de a FAB receber o primeiro dos aviões que pode usar o míssil, o P-3AM Orion. Doze aviões usados foram adquiridos em 2005, sendo “recauchutados” para a defesa da costa marítima e do pré-sal, tendo a vida útil estendida por mais 40 anos. O primeiro deles chegou em 2011 e a última unidade do P-3AM será entregue ao Brasil na segunda quinzena de maio, diz a Aeronáutica.

O Harpoon voa rente ao mar, a baixa altitude, e não é detectado pelo radar, e pode ser lançado a mais de 120 km do alvo. "Ele é lançado de uma longa distância e pega os navios de surpresa, deixando  praticamente sem defesa", diz o especialista militar Alexandre Galante.

F18 lançando um Harpoon
Os EUA operam o Harpoon em caças, como o F-16  e o F-18, revendendo a arma para Índia, Paquistão, Coréia do Sul, Dinamarca, Egito, União Africana e Taiwan. Na América Latina, ninguém opera o Harpoon, mas Argentina, Venezuela e Chile possuem modelos semelhantes, russos ou europeus.

“Por incrível que pareça, os aviões P-3 que a FAB comprou para patrulha marítima estão até hoje sem dentes (como se chama uma aeronave desarmada). O Brasil não tem mísseis aéreos antinavio e os Harpoon vão suprir uma lacuna para defesa e dissuasão”, disse Galante, que edita as publicações "Forças de Defesa".

Nenhum caça do Brasil opera mísseis antinavio. Segundo um oficial do Comando da Aeronáutica, “se pensa há tempo em comprar este tipo míssil, mas eles são caros e há restrições orçamentárias e também de liberação da venda”. Como os P-3AM foram comprados dos EUA, houve mais facilidade na compra do armamento. Na guerra das Malvinas, mísseis aéreos antinavio foram usados pela Argentina para afundar embarcações inglesas.

A Marinha possui mísseis antinavios Exocet, afirma Alexandre Galante, que equipa corvetas e fragatas e são lançados de helicópteros, a curta distância.


Vigilância marítima até a África

Em uma transação que teve início em 1998 e só foi assinada em 2005, o Brasil comprou do governo americano 12 aviões patrulha P-3 AM, produzidos na década de 60. Oito aviões são operacionais e outros quatro, para retirada de peças e treinamento (o texto original falava em nove e três, respectivamente)

O modelo têm autonomia superior a 9 mil quilômetros, podendo ir até a costa africana e voltar sem necessidade de reabastecimento, e será usado pelo Brasil para vigilância marítima, busca e salvamento e guerra antisubmarina. Os aviões estão no 1º Esquadrão do 7º Grupo de Aviação, em Salvador, na Bahia.

Em novembro de 2012, a FAB usou o avião em uma operação conjunta na costa de Santa Catarina lançando sonobóias, equipamentos que captam sons emitidos por submarinos e embarcações. Já em agosto de 2013, o avião foi empregado para vigilância noturna no Oceano Atlântico, fiscalizando o arquipélago brasileiro de Trindade e Martim Vaz,a 1.200 km a leste de Vitória (ES).

A FAB informou que só está tentando comprar mísseis agora porque “a introdução de uma plataforma de armas envolve um grande planejamento, e respeita um cronograma de ações e investimentos. Dentro deste cenário, a aquisição dos mísseis ocorre de acordo as possibilidades e objetivos da FAB”. G1

Nota: Serão 16 misseis para 8 aeronaves, provavelmente 2 para cada, que segundo um amigo maldoso serão "soldados às asas e nunca sairão de lá até estarem próximos ao vencimento". Enquanto isso, segue o programa de desenvolvimento do MANSUP, um míssil anti navio nacional com características semelhantes ao MM40, cujo motor já estamos fabricando.
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