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Como as aeronaves russas são testadas no meio da Sibéria


Segundo a Revista Época, depois de visitar a fabrica da Sukhoi, o então vice-presidente Jose de Alencar fez um comentário que tirou o caça russo da licitação da FAB. Alencar teria afirmado que: “Naquele lugar não dá para montar nem uma pequena indústria têxtil do interior de Minas Gerais…”.

Será que ele estava certo? Será que ele visitou uma fábrica ou um instituto de pesquisa? Bom, o site Gazeta Russa publicou uma matéria intitulada "Como as aeronaves são construídas no meio da Sibéria" que talvez possa nos dar algumas pistas da impressão de Alencar. Confira as fotos

Localizado em Novosibirsk, o Instituto de Pesquisa Aeronáutica da Sibéria S.A. Chapligin (SibNIA) é o maior centro de pesquisas de aviação do leste da Rússia. Sua missão é conduzir pesquisas e experimentos nas áreas de aerodinâmica, resistência mecânica e aeronaves para voos de teste.



Os laboratórios do instituto desenvolveram componentes para aviões que são verdadeiros marcos, tais como as aeronaves An-2, A-57, Su-26 e Su-27. Eles também já testaram mais de 200 tipos diferentes de aviões, incluindo o jato supersônico comercial Tu-144, o ônibus espacial Buran, o Tu-204 e a série de aviões Su-27. Além disso, os laboratórios avaliaram dispositivos de pouso para mais de 250 aeronaves produzidas na Rússia.


Atualmente, o instituto está testando o modelo de quinta geração do avião T-50 e o avião de passageiros de curto e médio alcance MS-21.


Criação e desenvolvimento da aeronave regional SSJ-100 no laboratório. O Sukhoi Superjet 100 é um avião comercial russo de curto alcance desenvolvido pela empresa Sukhoi de Aviação Civil, em parceria com empresas estrangeiras.


Buran, o estabilizador vertical de espaçonaves. O SibNIA desenvolveu a tecnologia que aquece e resfria a construção de acordo com a temperatura necessária. A cabine termal do Buran suporta até 1.200°C.


Testes de estrutura e resistência para construção de aeronaves em grande escala são conduzidos aqui. A seção tem 35 metros de altura. Os cabos dos deslocadores do teto suportam 100 toneladas por metro quadrado.


O SibNIA conduziu testes estruturais e de resistência para o Su-34, Su-35 e o Tu-204.


O Su-35 é um caça a jato de quarta geração para quaisquer condições climáticas.


Esta é a forma como as asas são testadas. O SibNIA executou com êxito muitos projetos. Os novos tempos exigem que a equipe do instituto lide com novos desafios que visam o aumento da velocidade, altitude de voo e segurança das aeronaves.


Uma das principais tarefas do instituto é criar um avião comercial que atenda às necessidades da sociedade moderna: baixo custo, economia de combustível, redução de ruído e funcionamento ecológico. (GR)

Nota: As instalações não impressionam quem as vê. Principalmente quando comparamos com fotos de linhas de montagem de fabricantes ocidentais, mas devemos lembrar que é um local de pesquisa. Não de produção.
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