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Aves e aviões: Uma difícil convivência


O problema começou quando o homem resolveu ganhar asas
Um perigo ronda o céu e virou uma ameaça para os aviões, principalmente, na Capital Federal. Só este ano foram mais de 50 colisões com pássaros pelo Brasil. Em alguns casos o piloto não consegue nem seguir viagem, o voo tem que ser interrompido por causa desses incidentes. E não só os urubus de aterros sanitários ou lixões próximos às pistas que causam problemas. Outras aves, em fase de acasalamento, também são um perigo.

Antes fosse apenas uma imagem bonita: dois pássaros juntinhos na beira da pista, perto dos aviões e voando entre eles. O risco: uma colisão. Do alto dá para ver muito verde em volta. Há áreas de preservação ambiental. As aves do Cerrado vêm delas, e são muitas. Há 2 semanas, um avião atingido no aeroporto de Brasília não seguiu viagem.

As aves adoram beijar aeronaves da TAM
“O período que estamos passando agora, que é o acasalamento dos pássaros, é um período muito grande de atrativos. Portanto nossa equipe vai um trabalho mais intenso de captura de pássaros e identificação de ninhos”, afirma o gerente de operações Josmário de Brito Alves.

Outra ameaça são os urubus, que vem do lixão. Tem sido assim em outras cidades com aterros sanitários próximos as pistas. Entre os maiores aeroportos internacionais, Porto Alegre e Brasília lideram o ranking de colisões este ano. Depois vem São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes da Aeronáutica, os números são preocupantes. “As aves estão em busca de água, alimento e abrigo. Além disso cabe muito ao poder público, porque muitas vezes o alimento e a agua estão nas proximidades do aeroportos e em locais onde o operador do aeródromo não tem condições de atuar”, diz o tenente-coronel Henrique de Oliveira.

Até um A1 da FAB teve um relacionamento difícil com a fauna local
À noite a quantidade de aves na rota dos aviões é bem menor, ainda assim, podem acontecer colisões. Segundo a aeronáutica, de cada cinco só uma é percebida pela tripulação, e isso não só quando está escuro, mas a qualquer hora do dia.

A pancada pode provocar problemas graves, principalmente nas decolagens. Uma ave sugada pela turbina pode interferir na potência do motor. Em aeronaves menores o vidro da cabine pode até quebrar e atingir o piloto.

No Brasil, a maioria das ocorrências tem sido classificada como incidente. “Muitas vezes as colisões não causam danos além da perda da fauna, mas elas indicam as possibilidades de consequências mais severas. Porque a colisão foi com uma ave, uma ave entrou no motor. Mas e se fossem duas e se fosse nos dois motores? Então a presença da ave na trajetória nos causa um sinal de atenção de alerta”, ressalta o tenente-coronel.

As empresas aéreas adotam algumas ações para diminuir o risco. Por exemplo: o uso de pinturas especiais nos motores, para afugentar os pássaros.

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