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Polícia ouve ocupantes de avião que fez pouso forçado no interior do AM


A Polícia Civil ouviu os dois ocupantes do bimotor que fez um pouso forçado em Iranduba, a 27 km de Manaus, no fim da tarde de quarta-feira (16). Segundo o delegado da cidade, o piloto e o proprietário do avião foram liberados porque não foram encontrados indícios de irregularidades na aeronave. 

A polícia afirmou ainda que o bimotor foi comprado em Coari, a 363km da capital, e estava sendo conduzido a Manaus. O Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidente Aeronáuticos (Seripa) investiga as causas do acidente e deve emitir um relatório sobre o caso na tarde desta quinta-feira (17). O órgão investiga se a aeronave estava irregular.

O bimotor fez um pouso forçado por volta das 16h40 de quarta em um sítio na estrada Manoel Urbano, nas proximidades do ramal do Paricatuba. De acordo com a Polícia Militar, a aeronave havia saído de Canutama, a 619km da capital.


Estavam no avião o piloto, de 50 anos, e o proprietário da aeronave, 44. Os dois tiveram ferimentos leves e foram atendidos no Hospital Hilda Freire, em Iranduba. As vítimas foram liberadas do hospital e ainda na noite de quarta prestaram depoimento sobre o acidente.

O delegado do 31º Distrito Interativo de Polícia (DIP), em Iranduba, José Elcy Barroso Braga, informou ao G1 que os ocupantes do avião foram liberados após serem ouvidos. "Não encontramos nada na aeronave que indique que ela estava transportando algo irregular, por exemplo. Por isso, as investigações vão continuar com a base da Aeronáutica em Manaus", disse o delegado.

Uma equipe do Seripa foi enviada ao local para apurar as causas do acidente. O órgão tenta identificar quem estava pilotando o avião no momento do acidente. Há suspeita de que a aeronave estava irregular, mas o Seripa vai se divulgar o relatório sobre o caso somente na tarde desta quinta.

Alto índice de acidentes

O número de acidentes com aeronaves registrados na Amazônia é considerado alto. De 2003 a 2013, o Seripa 7, órgão instalado em Manaus, contabilizou 83 acidentes aéreos na Amazônia ocidental, englobando quatro estados: Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia. A investigação das causas de cada acidente dura em média um ano.

O órgão informou que não há somente uma causa para os acidentes aéreos na Amazônia ocidental. De acordo com o Seripa, o principal fator, com 67,5% das causas de acidentes, é a falta de um gerenciamento eficaz por parte das companhias de táxi aéreo. Em segundo lugar com 55%, o julgamento do piloto, e em terceiro com 50%, a falta de manutenção periódica das aeronaves.



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