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Queda em Jacareacanga: Mais reforços

Beechcraft semelhante ao acidentado (foto ilustrativa)
O Exército Brasileiro enviou um efetivo para a selva de Jacareacanga, no sudoeste do Pará, na manhã deste sábado (29). O objetivo é ajudar nas buscas pelo bimotor que desapareceu na região após decolar de Itaituba no dia 18 deste mês, com cinco pessoas a bordo, incluindo o piloto. O avião transportava três técnicas de enfermagem da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e o motorista, que teriam como destino aldeias indígenas localizadas na região do município de Jacareacanga.

Um oficial superior e 1 militares especialistas em selva estão a caminho do município, de acordo com informações do 53º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), responsável pela ação. Segundo as informações divulgadas pelo Exército, o efetivo necessário fica em Itaituba de sobreaviso para reforçar as buscas, intensificando os esforços a partir de indícios encontrados pela Força Aérea.

“Trabalhamos com a possibilidade de encontrar sobreviventes. A região é de difícil acesso e a visibilidade pelo alto também é prejudicada pela copa das árvores. Nossa meta é aumentar as frentes de busca, ampliando a ação por meio terrestre. O Exército está sempre pronto para colaborar com a sociedade, quando acionado”, declara o coronel Helder, do Comando Militar do Norte.

Segundo o Exército, oficiais especializados em operações de selva já atuam no apoio às buscas pelo bimotor desde o dia 21 de março, sob a coordenação da Força Aérea Brasileira (FAB). A atuação foi solicitada pela Secretaria-Geral da Presidência da República para auxiliar na localização do Jotan Taxi Aéreo e de desaparecidos.

Insatisfação

Rosaline Campos é a irmã de uma das passageiras, a técnica de enfermagem Rayline Sabrina Brito Campos, que chegou a mandar um SMS para o tio após um dos motores do avião parar. A professora informou que foi realizada uma passeata em Jacareacanga neste sábado pedindo mais apoio nas buscas pelo bimotor.

"Hoje enviaram 12 homens do Exército para fazer as buscas na mata. O que é essa quantidade de homens em uma imensidão de mata daquela? É revoltante, porque, como eles estão preparados para ir para uma guerra e não estão para salvar os próprios brasileiros?", indaga Rosaline.

A professora, de 30 anos, afirma ainda que tem esperanças, mas acredita que o quantitativo de homens envolvidos na operação de buscas é insuficiente.

Black Hawk do Esquadrão Hárpia (foto ilustrativa)
"São muito poucos envolvidos nas buscas. Além disso, conseguimos esse apoio depois de muita burocracia. A gente se sente pequeno demais no nosso próprio país. Se a gente não conta com a ajuda de quem pode nos ajudar, contamos agora com a ajuda de Deus. Só queremos que encontrem eles, a gente não sabe se vivos, se estão mortos, mas queremos que encontrem",

Até a última sexta-feira (28), 11º dia de buscas pela localidade, a Força Aérea Brasileira (FAB) já contabiliza 111 horas de voo em uma área de quase 12.000 km². Ainda segundo a Fab, até o momento já foram adotados diversos padrões de busca, com a intenção de varrer a maior área possível da maneira mais eficiente.

Um avião P-3 Orion, com capacidade de identificar metais, o mesmo modelo que está sendo empregado nas buscas pelo avião desaparecido da Malaysia Airlines foi deslocado para ajudar nas buscas. O helicóptero H-60 Black Hawk do Esquadrão Harpia (7º/8º GAV) também segue nas buscas.

Entenda o caso

Um avião de pequeno porte que transportava uma equipe de profissionais da Secretaria Especial de Saúde Indigena (Sesai) até uma aldeia indígena de Jacareacanga, no sudoeste do Pará, desapareceu no dia 18 de março. Aeronaves de Manaus e Campo Grande estão ajudando nos trabalhos de localização do bimotor, modelo Beechcraft BE 58 Baron.

Uma das passageiras chegou a mandar mensagens de celular avisando que o avião passava por problemas. No primeiro SMS, enviado às 12h47 do dia 18 de março, a técnica em enfermagem Rayline Campos avisava o tio Rubélio Santos sobre o perigo que enfrentava. "Tio to em temporal e um motr parou avisa a mae q amo muit tods ...to aflita..to em pânico...se eu sair bem aviso...to perto do jkre...reza por nos...n avisa a tia ainda... (sic)", dizia a mensagem. No segundo torpedo, emitido às 12h48, a passageira pediu socorro. "O motor ta parando.socorro tio tio (sic)."

De acordo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a situação da aeronave desaparecida, de matrícula PR-LMN, estava regular. A Inspeção Anual de Manutenção (IAM) e o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) estavam em dia.

Além da operação de salvamento aéreo, a busca em terra é feita por voluntários, que incluem moradores de Jacareacanga e índios da região. Familiares dos ocupantes da aeronave prometeram uma gratificação de R$ 19 mil para quem conseguir localizar o avião desaparecido. G1/CBN

Desencontro

Na segunda-feira, 24/Março, um desencontro de informações entre as equipes de busca - que há cinco dias procuram um avião bimotor desaparecido nas florestas do Pará, entre os municípios de Itaituba e Jacareacanga, na região oeste do estado - chegou por alguns momentos a reacender a esperança de familiares das supostas vítimas de que a aeronave finalmente havia sido encontrada. O que ocorreu, segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), que participa das buscas, é que os destroços de um outro avião, desaparecido em 1988, foram encontrados a 29 km a nordeste de Jacareacanga. Estadão

Mais um dia

O avião Amazonas e o helicóptero Black Hawk da Força Aérea Brasileira (FAB) continuam sobrevoando a região de Jacareacanga (PA), sem encontrar pistas do bimotor desaparecido no último dia 18. Até ontem (29), foram percorridos 13.395,9 quilômetros quadrados (km²) em 134 horas de voo.

As equipes encerraram, hoje (30/3), o 12º dia de buscas. A mata densa da região é um dos principais desafios encontrados pela FAB. Exame
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