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Queda de helicóptero causa duas mortes em Ribeirão Preto, SP (atualizado)


Duas pessoas morreram após a queda de um helicóptero em Ribeirão Preto (SP) na manhã deste domingo (23). Segundo informações do Corpo de Bombeiros, a aeronave particular caiu dentro de um milharal, próximo a um condomínio na Rua Vereadora Ana Augusta Rodrigues, localizado no distrito de Bonfim Paulista, zona sul da cidade.

Com o impacto da queda, que segundo moradores da região aconteceu por volta das 10h, o helicóptero explodiu e os dois ocupantes foram carbonizados. O compartimento dos passageiros foi completamente destruído. O agricultor Léo Pereira, de 51 anos, um dos proprietários da área, disse que foi ao local às 11h depois de ser informado por telefone sobre o fogo na sua plantação de milho.




"Quando cheguei lá vi o helicóptero todo queimado e o milho pegando fogo. Comecei a apagar o fogo em volta. Logo um policial apareceu e pediu para que eu saísse, porque a área foi isolada", afirmou Pereira. Segundo ele, o fogo foi controlado com a ajuda de um helicóptero de resgate da polícia. "O helicóptero fez um pouso forçado, apagaram o fogo, os policiais desceram e mandaram eu me retirar."

O acesso à área de 2,5 hectares foi bloqueado devido a um risco de explosão. Até o final da manhã, a Polícia Militar não divulgou informações sobre as vítimas. Os corpos, ainda sem identificação, foram retirados do local por uma funerária. G1

"Ele sempre foi um excelente piloto", diz amigo de vítima de acidente

A morte do piloto Lauro Gustavo Coffani, que aconteceu depois da queda de seu helicóptero na manhã de hoje, no distrito de Bonfim Paulista, em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) surpreendeu seus amigos principalmente quem já voou com ele.

"Ele sempre foi um excelente piloto, um dos melhores que já conheci", afirmou o mercadólogo Ricardo Guggisberg, que disse ter tido aulas de instrução de voo com Coffani. Por este motivo, segundo ele, não é possível dizer o que pode ter causado o acidente. "Estamos todos abalados. Foi uma notícia muito triste", disse.

Guggiesberg esteve no local do acidente durante a manhã. Permaneceu por cerca de dez minutos e foi embora. Coffani estava com o amigo Luciano Real Cavalheiro numa aeronave modelo Robinson R-22, utilizado para instrução de voo, de acordo com a FAB (Força Aérea Brasileira). O helicóptero decolou de um heliponto da Ribeirânia, na zona leste de Ribeirão.

Os motivos da queda são investigados por técnicos do 4º Seripa (Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), que irá levantar informações sobre o percurso e as comunicações de rádio realizadas por Coffani.

Folhapress

Não era aula de instrução

A escola de voo Acess High, responsável pelo helicóptero que caiu e explodiu em um milharal em Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto (SP), confirmou nesta segunda-feira (24) que o piloto e o passageiro não realizavam uma aula de instrução durante o acidente, mas um voo demonstrativo. Os dois ocupantes da aeronave morreram carbonizados após a queda, na tarde de domingo (23). Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o veículo estava com as documentações de manutenção e navegabilidade em dia. As causas do acidente estão sendo investigadas.

Em nota oficial, a Acess High lamentou o ocorrido, explicando que a aeronave  tinha aproximadamente 15 horas de voo, estava em perfeitas condições de aeronavegabilidade pertencia à Serpas Transportes e Locação Ltda. "A escola, como operadora, solicitou junto à Anac, a autorização do arrendamento da aeronave para dar início ao curso prático que estaria previsto para o início do mês de abril de 2014”, informa a nota.

O helicóptero partiu de um helicentro no bairro Ribeirânia, em Ribeirão Preto, a cerca de 10 quilômetros do local do acidente. De acordo com a assessoria de imprensa da Aeronáutica, o helicóptero do modelo Robinson R22, com capacidade para duas pessoas, caiu às 10h55. Com o impacto, o veículo explodiu e o compartimento dos passageiros foi completamente destruído.

O empresário Nelson Motta, diretor da ABC Helicópteros, onde a aeronave ficava, explicou que as vítimas, o piloto Lauro Gustavo Coffani e o passageiro Luciano Real Cavalheiro, ambos de 36 anos, faziam um voo de incentivo, cujo objetivo é demonstrar como funcionam as aulas. "O voo de incentivo não é caracterizado como voo de instrução. A pessoa ainda não é aluna e eles saem para estimular a pessoa a ter vontade de fazer o curso”, explica.

Mattos relata que o piloto era considerado experiente, acumulava muitas horas de voo e garante que ele não teria arriscado manobras durante o percurso. “O piloto não pratica manobras de instrução em momento algum porque a finalidade do voo de incentivo não é essa. O piloto era extremamente experiente e qualificado, não acredito que ele tenha feito nada nesse sentido”, diz.

Apesar da afirmação de Mattos, o laudo da perícia realizada pelos técnicos do Serviço Regional de Investigação (Seripa - 4), órgão do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que confirmará quem de fato estava pilotando a aeronave no momento do acidente, sairá em 30 dias.

Situação regular

Neste domingo (23), a Anac informou que o helicóptero modelo Robinson R22 estava em plenas condições de uso e era utilizado para instrução. O certificado de aeronavegabilidade, segundo a agência, venceria apenas em setembro de 2019. A inspeção anual de manutenção, outro documento obrigatório, estava com vencimento previsto para setembro deste ano.

O órgão federal informou ainda que aguarda um relatório do Cenipa, ligado ao Comando da Aeronáutica, com base nas informações coletadas no local do acidente. Os detalhes sobre a situação do piloto junto ao órgão ainda não foram divulgados.

Uma equipe do Cenipa foi enviada a Ribeirão Preto no final da tarde do domingo para investigar as causas da queda do helicóptero. Técnicos do Seripa - 4 foram até à área para analisar as causas do acidente antes da retirada do veículo. Segundo o órgão, informações transmitidas via rádio pelo piloto e um relatório sobre o acidente deve ser concluído dentro de 30 dias.

G1

Chuva de pétalas

Foi enterrado na tarde desta segunda-feira (24), em Ribeirão Preto (SP), o corpo do instrutor de voo Lauro Gustavo Coffani, de 36 anos. O enterro de Coffani reuniu dezenas de amigos e familiares do piloto no Memorial Parque dos Girassóis, em Ribeirão. Nenhum dos familiares, entretanto, quis se pronunciar sobre o acidente. Enquanto o corpo era colocado no jazigo, um helicóptero da empresa em que Coffani trabalhava sobrevoou o local e lançou pétalas de rosas... G1

Espirito aventureiro

O empresário Luciano Real Cavalheiro, de 36 anos, morto em um acidente de helicóptero em Ribeirão Preto (SP) no domingo (23), tinha espírito aventureiro e sonhava em aprender a voar para viver uma nova experiência, afirmam parentes da vítima.

Formado em processamento de dados e ciências contábeis, Luciano Real Cavalheiro era de Volta Redonda (RJ), mas vivia há dez anos em Ribeirão Preto. Divorciado e com um filho de 7 anos que mora com a mãe no Rio de Janeiro, o empresário era conhecido por viver em busca de desafios. Além de já ter saltado de parapente, ele gostava de viajar e recentemente tinha comprado uma motocicleta para fazer viagens em grupo.

“Meu irmão estava feliz, realizando os sonhos dele, no melhor momento da vida dele. Ele falava ‘meu espírito é aventureiro, é disso que eu gosto, eu gosto de liberdade, eu gosto de viver’”, afirma sua irmã, a fisioterapeuta Fernanda Real Cavalheiro, de 33 anos, pouco antes do enterro do empresário, que aconteceu por volta das 17h no Cemitério Bom Pastor, em Ribeirão.

A ideia de pilotar um helicóptero, um dos sonhos de Cavalheiro, foi comentada por ele durante uma conversa despretensiosa em família, segundo Fernanda. Depois disso, de acordo com ela, o assunto não voltou a ser conversado em detalhes. “Ele veio com uma brincadeira: ‘um dia vou sobrevoar a casa de vocês’. Só contou e começou a treinar. A gente nem estava sabendo”, disse.

Para concretizar sua vontade de voar, Cavalheiro vinha se preparando havia meses para as aulas de pilotagem, já tinha comprado livros teóricos e havia passado inclusive por provas escritas, relata sua tia, a empresária Elisângela Andrade, de 45 anos. “Antes de fazer qualquer coisa, ele se preparava muito, para depois entrar de cabeça”, afirmou.

G1

Em tempo: Ao ver o perfil do empresário em seu facebook o que me chamou atenção foi sua última postagem. Uma homenagem a um garotinho que morreu com quatro anos por conta de uma grave doença. Assim disse em 23 de Janeiro: "Vá com Deus e fiquemos com sua alegria, energia e vontade de viver cada momento de forma intensa, de maneira que valha a pena olhar pra trás e dizer: fui feliz o quanto pude." 
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