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Os equipamentos de segurança da Copa

Imagem ilustrativa: Imageador instalado em helicóptero
Inovação no CIOPAer do Mato Grosso promete ser legado no pós-Copa

Imageador aéreo com sensor infravermelho eletrônico óptico. O nome da novidade é difícil mas as ações desse aparelho são conhecidas de quem assiste filmes e programas policiais. O imageador atua na segurança de multidões e perseguições. Filmadas com apoio aéreo, as imagens, mesmo à noite, permitem visualizar o tipo de vegetação e se existe alguém escondido no local.

A tecnologia será empregada durante a Copa do Mundo de 2014 em Cuiabá, pelo Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAer) e promete fazer a diferença na segurança do Estado após o Mundial.



Imagem ilustrativa

“O imageador permitirá o trabalho de inteligência mais apurado, para monitorar a aglomeração de pessoas as imagens serão enviadas ao Centro Integrado de Comando Regional.”, explica o Comandante do CIOPAer, o tenente coronel Siqueira.

De acordo com o Comandante, durante os jogos do Mundial do Futebol serão utilizadas duas aeronaves (helicópteros) uma para a monitoração com o imageador e outra voltada ao resgate aéreo em caso de sinistro.

O aparelho também ficará como um dos “legados” da segurança para o Estado, pois após a Copa, ele auxiliará em ações como busca na mata de fugitivos, por exemplo, do modelo de roubo ‘Novo Cangaço’. A expectativa é de uma busca mais assertiva e realizada em menor tempo.


CIOPAer

Hoje o Comando possui três helicópteros, quatro aviões, e 76 homens e mulheres entre bombeiros e policiais militares, e policiais civis.

Esses compõem uma plataforma multimissão, onde todos independente do setor de origem, recebem o mesmo treinamento. Assim, são preparados para atuar em qualquer tipo de emprego ou demanda.

“Todos podem tripular o avião que age em situações de monitoramento e transporte de tropa, o que encurta o tempo de resposta nas ações. Enquanto o helicóptero permite a intervenção e contenção de pessoas, pois em geral, quando o transporte aéreo pousa as pessoas não se movimentam o que permite o trabalho do pessoal em terra”, explica o Tenente Coronel Siqueira. 


Como foram adquiridos?

Com a ideia "Jerical" da Copa, o Ministério da Justiça criou a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (SESGE/MJ). Este órgão realizou um pregão eletrônico para aquisição do referido equipado, que foi vencido pela empresa AEROMOT-AERONAVES E MOTORES S.A., pelo lance de R$ 101.027.443,5200, que incluía:

a) Fornecimento, instalação e integração de equipamentos, componentes, acessórios e materiais;
b) Homologação, certificação e licenciamento junto às autoridades aeronáuticas e de telecomunicações;
c) Atualização de toda a documentação da aeronave;
d) Treinamento e capacitação de usuários e mecânicos.

As aeronaves e organizações de aviação de segurança pública que receberiam esses equipamentos seriam:

- Polícia Militar da BA: 3 AS350B2;
- CIOPAER/CE: 2 AS 350B2 e 1 HB350B;
- Polícia Civil do DF: 1 AS350B2 e 1 AS350BA;
- Polícia Militar de MG: 3 AS350B2;
- SDS de PE: 3 AS350B2;
- Polícia Militar do RJ: 2 AS350B2 e 1 AS350B3+;
- Polícia Militar e DETRAN do DF: 3 AS350B2;
- SESP do MT: 1 AS350B3 e 2 AS350B2;
- SESP do PR: 2 EC130B4;
- SSP do RN: 1 AS350B2;
- Brigada Militar e Polícia Civil do RS: 1 HB350B e 1 AS350B3e;
- Polícia Militar de SP: 3 AS350B2, e
- SSP do AM: 2 AS350B3+



Obs.: No caso do MT, o CIOPAer foi criado em 2006 para integrar as forças policiais estaduais e o Corpo de Bombeiros. A unidade, que conta hoje com sete aeronaves, vai patrulhar e monitorar os eventos da Copa nas imediações da Arena Pantanal. Além do Mato Grosso, o Ceará também possui um órgão com essa finalidade.

Toda e qualquer iniciativa para aparelhar as forças de segurança são bem vindas. O que me assusta é esse caráter extraordinário por causa do evento. A experiência mostra que nossos políticos são generosos demais nessas horas. 

Se você fizer uma conta de padeiro, são cerca de 33 unidades instaladas por pouco mais de R$ 3 milhões cada. O custo de um desses helicópteros é menos de 10 milhões de reais. Para se ter uma ideia, a empresa FLIR, responsável pelas câmeras, ganhou um contrato de 52 milhões de dólares para suprimir a Marinha americana por três anos. Mais detalhes do equipamento podem ser obtidos no PDF do fabricante.
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