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O dinheiro gasto ali, falta por aqui


A Presidente Dilma em recente visita as regiões afetadas pela cheia do Rio Madeira fez questão de "esclarecer" que não há nenhuma relação entre as enchentes e a construção de hidrelétricas pelo seu Governo. A culpa é da chuva nos Andes, segundo os técnicos do INPE.

De fato, desde meados de Fevereiro, a região de Rurrenabaque na Bolivia, onde fica o Rio Bene, principal afluente e formador do Rio Madeira "sufre una inundación extraordinaria" segundo o site Hoybolívia. Isto somado as chuvas acima da média na região norte explicariam todo o transtorno causado em Rondônia e no Acre.

Que bom que a nossa Presidente seja tão esclarecida e bem assessorada para saber disso. Com certeza ela também deve entender que quando recursos escassos são gastos em uma dada atividade, outros procedimentos também prioritários podem ser prejudicados.

Vejam o caso do Acre. Estão sendo mobilizados homens, aeronaves, combustível e horas de voo com transporte de mercadorias através de aviões da FAB. Estes recursos farão falta em outras áreas da corporação. O orçamento já estava apertado. Lembrando que não se trata apenas de levar mantimentos a população isoladas, mas de mercadorias para empresários.

Como no Acre há o componente humanitário, não podemos exagerar nas críticas, mas o que dizer do táxi-aéreo da FAB? Estamos em época eleitoral e os políticos estão abusando no transporte de autoridades. Não estamos falando apenas do que aconteceu no Carnaval, mas o que está e vai continuar acontecendo até Outubro.

Se sobrassem recursos até seria aceitável, mas o Ministério da defesa foi o mais prejudicado com os recentes cortes de orçamento. Vimos nas últimas semanas matérias relacionando os atrasos nos programas de modernização da FAB com a falta de pagamentos. A FAB será compensada futuramente? 

Não acho que seria pedir muito. Apenas o mesmo tratamento dado aos aliados do governo. Não precisa ser os mesmos bilhões dados às elétricas para compensar os seus prejuízos. Apenas pagando os compromissos da FAB já estava de bom tamanho. Quem sabe assim chegariam mais depressa os A1 modernizados ou os esquecidos Sabres, perdidos em algum canto na Russia. Lembram deles? Não? Também faz tanto tempo, né?
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