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Em 10 anos, o Brasil registrou 94 acidentes com helicópteros Robinson





Um levantamento inédito a pedido da Coluna sobre acidentes com helicópteros civis revela um número assustador: praticamente metade dos aparelhos modelos Robinson R22 e R44 homologados no Brasil sofreu acidente.

Os dados são confirmados pelo CENIPA – Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes da Aeronáutica. O País possui 216 modelos R22 e R44 homologados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e registrou 94 acidentes com os dois tipos de helicóptero em 10 anos, entre 2004 e 2014. Esses são os relatados. O CENIPA não tem dados comparativos com ocorrências em outros países.

Os anos de 2010 (14 ocorrências), 2011 (18) e 2012 (15) registraram mais acidentes (confira tabela por ano abaixo). Somente este ano, foram quatro registros, três deles com seis mortes. Na última década, aconteceram 53 acidentes com o R44, e 41 com o modelo R22. (veja tabela abaixo). Os Estados de São Paulo e Rio lideram, respectivamente.

Um modelo mais avançando, o R66, não tem registro de acidentes. Os aparelhos R22 e R44 são os chamados ‘bolhas’, muito usados por pilotos em treinamento, emissoras de TV e rádio, artistas e empresários a lazer.

A Anac tem homologados para voos no Brasil 137 modelos do R44 e 79 do R22. Mas a agência e a fabricante desligaram o transponder nesse 'voo cego' para o grande número de ocorrências. Para a fabricante, em nota à Coluna, existem hoje 'perto de  591 aparelhos voando pelos céus do Brasil'. A coluna não tem o registro da Anac sobre o modelo R66, mas, pelos números apresentados, estes somariam então  375 aparelhos no País – ou então muitos aparelhos estão voando sem licença.

No mercado, o modelo mais simples e seminovo do R22 custa menos de R$ 1 milhão. A Robinson do Brasil informou que as turbinas são Rolls Royce, que o R22 é um helicóptero de dois assentos e ‘o único em fabricação para a instrução de escolas de aviação’. A despeito do alto número de acidentes, muitos com mortes, a Robinson informa que há variados registros no CENIPA de incidentes como ‘pouso brusco; perda de controle no solo; colisão em voo com obstáculo’.

Pilotos e especialistas em aviação consultados pela Coluna dizem que cabe à Anac, que homologa, e ao Cenipa – que tem muitos casos em investigação – indicarem se a aeronave é insegura. Alertam também que muitos destes acidentes podem ser causados pela imperícia ou imprudência dos pilotos, que utilizam as aeronave em condições para as quais não são preparadas, como voos noturnos, com tempo ruim ou em viagens longas. Coluna Esplanada


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